quarta-feira, 28 de março de 2012

Cerca de 75% dos brasileiros jamais pisaram em uma biblioteca, diz estudo

O desempregado gaúcho Rodrigo Soares tem 31 anos e nunca foi a uma biblioteca. Na tarde de ontem, ele lia uma revista na porta da Biblioteca São Paulo, zona norte da cidade. "A correria acaba nos forçando a esquecer essas coisas." E Soares não está sozinho. Cerca de 75% da população brasileira jamais pisou numa biblioteca - apesar de quase o mesmo porcentual (71%) afirmar saber da existência de uma biblioteca pública em sua cidade e ter fácil acesso a ela.

Vão à biblioteca frequentemente apenas 8% dos brasileiros, enquanto 17% o fazem de vez em quando. Além disso, o uso frequente desse espaço caiu de 11% para 7% entre 2007 e 2011. A maioria (55%) dos frequentadores é do sexo masculino.

Os dados fazem parte da pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, do Instituto Pró-Livro (IPL), o mais completo estudo sobre comportamento leitor. O Estado teve acesso com exclusividade a parte do levantamento, cuja íntegra será divulgada hoje em Brasília.

Para a presidente do IPL, Karine Pansa, os dados colhidos pelo Ibope Inteligência mostram que o desafio, em geral, não é mais possibilitar o acesso ao equipamento, mas fazer com que as pessoas o utilizem. "O maior desafio é transformar as bibliotecas em locais agradáveis, onde as pessoas gostam de estar, com prazer. Não só para estudar."

A preocupação de Karine faz todo sentido quando se joga uma luz sobre os dados. Ao serem questionados sobre o que a biblioteca representa, 71% dos participantes responderam que o local é "para estudar". Em segundo lugar aparece "um lugar para pesquisa", seguido de "lugar para estudantes". Só 16% disseram que a biblioteca existe "para emprestar livros de literatura". "Um lugar para lazer" aparece com 12% de respostas.

Perfil. A maioria das pessoas que frequentam uma biblioteca está na vida escolar - 64% dos entrevistados usam bibliotecas de escolas ou faculdades. Dados sobre a faixa etária (mais informações nesta página) mostram que, em geral, as pessoas as utilizam nessa fase e vão abandonando esse costume ao longo da vida.

A gestora ambiental Andrea Marin, de 39 anos, gosta de livros e lê com frequência. Mas não vai a uma biblioteca desde que saiu dos bancos escolares. "A imagem que tenho é de que se trata de um lugar de pesquisa. E para pesquisar eu sempre recorro à internet", disse Andrea.

Enquanto folheava uma obra na Livraria Cultura do Shopping Bourbon, na Pompeia, zona oeste, diz que prefere as livrarias. Interessada em moda, ela procurava livros que pudessem ajudá-la com o assunto. "Nem pensei em procurar uma biblioteca. Nas livrarias há muita coisa, café, facilidades. E a biblioteca, onde ela está?", questiona. Dez minutos depois, passa no caixa e paga R$ 150 por dois livros.

O estudante universitário Eduardo Vieira, de 23 anos, também não se lembra da última vez que foi a uma biblioteca. "Moro em Diadema e lá tem muita biblioteca. A livraria acaba mais atualizada", diz ele, que revela ler só obras cristãs. "Acho que nem tem esse tipo de livro nas bibliotecas."

Disponível em: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,cerca-de-75-dos-brasileiros-jamais-pisaram-em-uma-biblioteca-diz-estudo-,854190,0.htm

segunda-feira, 26 de março de 2012

O mais paulista de nossos escritores

A Livraria Cultura do Conjunto Nacional, em São Paulo, foi durante mais de 20 anos – da década de 1980 até meados dos anos 2000 – local de encontro sistemático de intelectuais nas manhãs de sábado. Principalmente escritores e jornalistas não deixavam de marcar ponto na galeria, agrupados em disponíveis mesinhas do lado de fora da loja então única de Pedro Herz. Sem contar, é claro, numerosos eventos e festas também proporcionados naquele espaço pelo livreiro – no mais das vezes regados generosamente com uísque importado. Figura obrigatória e em torno da qual se amarravam conversas animadas tornou-se aquele que poderíamos chamar “o mais paulista dos escritores” – o homem que durante os 74 anos que viveu amou a capital paulista e sua gente de modo tal que, com a enorme bibliografia que deixou, dedicou a elas um verdadeiro monumento fervilhante de vida: Marcos Rey (1925-1999).

Seus livros de ficção somam 40, entre contos, novelas e romances para adultos e uma coleção – capital para o gênero – de infanto-juvenis. Escreveu também obras paradidáticas, uma autobiografia e muitos textos para televisão – com destaque para séries famosas, como O Sítio do Picapau Amarelo, adaptação de livros de Monteiro Lobato, e diversas novelas –, roteiros e argumentos cinematográficos, sem contar os seis filmes adaptados de romances seus e cinco peças teatrais.

Todos os que se tornaram amigos daquele extraordinário conversador e animador e que partilhavam sua atividade de escritor estranhavam como podia Marcos escrever tanto com suas mãos deformadas, com aqueles dedos retorcidos. Só vivia para escrever. E para frequentar, desde mocinho, a vida boêmia da capital – sem dispensar um só dia seu grande combustível, o uísque. Reclamou sempre, até o fim da vida, de não poder dedicar-se somente àquilo de que mais gostava, isto é, ao tipo de ficção para adultos que nos legou, por exemplo, com Memórias de um Gigolô, O Enterro da Cafetina, Malditos Paulistas, Ópera de Sabão, O Último Mamífero do Martinelli (foram 16 seus livros desse gênero).

Marcos foi sempre obrigado a trabalhar exaustivamente, e mesmo em gêneros nada nobres, como roteiros de pornochanchadas, para poder viver. Só conseguiu liberar-se desse sistema, por ter alcançado estabilidade financeira, poucos anos antes de morrer. Assim mesmo confidenciava aos amigos sua mágoa pelo fato de suas obras para jovens – nas quais também exercia seu grande talento – terem encoberto sua “verdadeira literatura”, feita para adultos. Em 1995, quando completou 70 anos, sua editora mais importante, a Ática, ofereceu-lhe um grande banquete, magnífica festa à qual aderiram amigos e personalidades da cidade. Nessa noite, ao cumprimentar-me, ele cochichou: “Eu preferia que em vez deste gasto todo, eles se dispusessem a reeditar meus livros para adultos”.

As mãos de Marcos escondiam realmente um mistério. Como conseguia trabalhar tanto, em uma inseparável Remington portátil, e mais tarde no computador, apenas com dois dedos retorcidos? Tinha dificuldades também no andar, vacilante – apoiava mal os pés e às vezes necessitava amparar-se em alguém. Atribuíamos esses problemas a uma vaga doença que o teria atingido na infância – conforme dizia –, talvez poliomielite, talvez reumatismo deformante.

Nunca duvidamos – e tampouco os médicos seus amigos, como João Sergio Telles ou Humberto Mariotti – do grande segredo, rigorosamente guardado no seio da família mais próxima, seus pais e irmãos, e sua mulher, Palma – a qual somente após sua morte, como ele queria, o revelaria, demonstrando quanto na verdade sua vida tinha sido difícil e heroica: Edmundo Donato (seu verdadeiro nome) tivera lepra na juventude e dela guardava as sequelas. Internado à força em um leprosário aos 16 anos, fugira de lá aos 20 e fora obrigado a esconder sua identidade e escapar do cerco policial durante mais de dez anos, apesar de não transmitir mais a doença, porque as leis rigorosas do tempo impunham o confinamento absoluto em asilos que não deixavam nada a dever aos campos de concentração nazistas.

Da maldição à glória

Após a morte do homem a quem amara e ajudara durante quase 40 anos de casamento, Palma Bevilacqua Donato cumpriu os dois outros desejos que Marcos expressara: ser cremado e que suas cinzas fossem espalhadas por um lugar onde houvesse “pedra, concreto”. De um helicóptero, ela escolheu o único lugar que lhe parecia adequado para espalhar as cinzas daquele que tanto escrevera sobre sua cidade: o centro velho, principalmente a zona boêmia, das elegantes boates de Vila Buarque à Boca do Lixo dos marginais e do cinema brega, dos quais ele extraíra sua imensa galeria de personagens, em 46 anos de atividade literária constante – seu primeiro livro, a novela Um Gato no Triângulo, é de 1953.

Nos anos seguintes, ela cumpriu a promessa de revelar o segredo da vida de Edmundo aos numerosos amigos e ao público em geral. Mais do que isso: passou logo a procurar um escritor que se encarregasse de escrever sua biografia acidentada. Tenho conhecimento de que não deixou inclusive de lançar seu pedido às mais altas esferas literárias, até mesmo ao Prêmio Nobel Gabriel García Márquez e ao futuro Nobel Mario Vargas Llosa.

Quem se apaixonou pelo tema e acolheu o pedido de Palma acabou sendo o jornalista Carlos Maranhão, da “Vejinha”. Tirando um período de licença no emprego, Maranhão dedicou seu tempo à pesquisa dos detalhes da vida do biografado, reunindo depoimentos de parentes, ex-colegas de internamento, personalidades da época, intelectuais e artistas que o conheceram. O livro Maldição e Glória, lançado em 2004 pela Companhia das Letras, é excelente e mereceria ter tido maior divulgação – é muito mais interessante e bem escrito que muitas das biografias que andam por aí no mercado do livro, lançadas ao sabor de modismos e banalidades.

Como diz seu título, acompanha a vida cheia de peripécias do escritor, de seu momento de maldição – isto é, de quando, adolescente, foi perseguido e laçado como um animal para ser conduzido primeiro ao Asilo-Colônia Santo Ângelo e depois ao Sanatório de Padre Bento, e ali tornado incomunicável com o mundo exterior –, até os patamares de libertação de sua condição, de progresso intelectual, de recuperação da dignidade pessoal e profissional que foi galgando para atingir a consagração, na velhice, a glória, enfim. No prefácio que escreveu para a obra, diz o escritor Fernando Morais que Maranhão foi capaz de “recriar situações como se estivesse o leitor a testemunhá-las, com seus próprios olhos e ouvidos”. E salienta “a escrita elegante e sedutora, dotes de alguém que, com décadas de experiência como editor de revistas, passou a vida fazendo isso – limando e melhorando o texto alheio”.

Quando tinha 14 anos, Edmundo teve sua internação decretada, mas durante dois anos conseguiu fugir dos laçadores de leprosos. Em 1941, com 16 anos, foi retirado à força da família e só conseguiria fugir do asilo-prisão de Padre Bento em 1945 – passaria assim em um de nossos verdadeiros “campos de concentração sanitários” quase todo o tempo em que na Europa durou a Segunda Guerra Mundial e a internação e o holocausto de judeus, dissidentes e outras minorias nos sinistros campos nazistas. Lá também vigorava a política da eliminação dos doentes, dos mais fracos, enfim, dos tidos como “inúteis” para a sociedade.

Carlos Maranhão soube sequenciar bem as aventuras meio rocambolescas empreendidas por Edmundo/Marcos em seu esforço de escapar não somente ao estigma devido à doença, mas à perseguição de caráter policial de que se servia, na época, o Departamento de Profilaxia da Lepra do Estado de São Paulo (DPL). Este exercia sobre os doentes um rigor não visto no resto do país, por valorizar somente a corrente mais antiquada de tratamento – isto é, a do tratamento quase nenhum, substituído pela internação definitiva do doente e seu afastamento absoluto de qualquer convívio familiar ou social. É impressionante o retrato de corpo inteiro que Maranhão consegue dar do sinistro diretor-médico do citado departamento, Francisco de Salles Gomes Junior, tido em numerosos depoimentos de ex-doentes como um “carrasco” impiedoso, capaz de tratá-los como meras peças numeradas que deviam se encaixar, bem ou mal, em sua implacável meta de zerar os casos de lepra no estado.

A “era sulfônica” da doença, com a introdução do medicamento Promin, somente seria iniciada em 1943, após a publicação de um trabalho do médico americano Guy Henry Faget. No Brasil esse tratamento foi iniciado em 1944, justamente no Sanatório de Padre Bento, onde Edmundo Donato estava internado. Como esse remédio tem o poder de agir sobre o bacilo de Hansen desde suas primeiras aplicações, Edmundo já estaria curado, incapaz de transmitir a doença, ao fugir do internamento, em 30 de maio de 1945. No entanto, a política de caça ao leproso permanecia rigorosa no estado de São Paulo, e ele foi obrigado a se refugiar no Rio de Janeiro durante algum tempo. Ao voltar, teve de viver escondido e sem documentos por mais cinco anos, pois o DPL mantinha a prática do internamento compulsório de doentes.

Somente em 1950 o “fugitivo” Edmundo Donato conseguiria obter um certificado de isenção do serviço militar – donde as dificuldades imensas que teve de transpor para obter um emprego. Segundo o biógrafo do escritor, o implacável diretor do DPL, Salles Gomes, conservou em território paulista a política de reclusão mesmo após um decreto do primeiro-ministro Tancredo Neves, em 1962, tê-la declarado extinta em todo o país. Essa medida somente seria aplicada em São Paulo em 1967, quando o dermatologista carioca Abrão Rotberg foi chamado para dirigir o DPL.

A reformulação completa da assistência aos hansenianos, porém, não teria sido possível sem a intensa campanha empreendida pela deputada Conceição da Costa Neves, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) – que contava com a colaboração de um misterioso “João, o Tapeceiro”, um disfarce do “fugitivo” de número 19.532 do Sanatório de Padre Bento, Edmundo Donato, que lhe passava por telefone tudo o que ocorria nos leprosários e no DPL.

Na “Pauliceia desvairada”

Nas cinco décadas seguintes, o recém-denominado Marcos Rey seria obrigado, pelas próprias circunstâncias existenciais, a aceitar todo tipo de trabalho que lhe aparecesse, conseguindo manter, porém, sua escolha profissional no campo da escrita. Levado por seu irmão mais velho, Mário Donato, também escritor e jornalista de prestígio, à esfera radiofônica – em plena “Era do Rádio” –, escrevia diariamente uma quantidade imensa de material, de publicidade e roteiros completos de novelas a espetáculos especiais, criava programas, ao mesmo tempo em que mergulhava nos “desvarios” do submundo, destrinchando personagens pitorescos, de prostitutas e cafetões a ladrões, viciados, boêmios românticos – uma galeria que ascendeu a seus romances e neles permaneceu até o fim de sua vida. O exercício constante da escrita, a urgência de produzir textos para ganhar a vida (ainda mais depois de seu casamento, em 1959), firmou seu estilo caracterizado pelo humor, muitas vezes feroz, resultando em uma sátira total da sociedade paulistana de todas as classes sociais.

Muito poderia ser dito sobre seu grande valor literário, inclusive por ter tido um estrondoso sucesso no campo da literatura infanto-juvenil. Testemunho que, nas citadas reuniões de sábado na Livraria Cultura, não foram poucas as vezes em que adolescentes fascinados aproximavam-se dele com livros na mão, pedindo um autógrafo com olhos brilhantes. Creio, porém, que para satisfazer sua vontade de ter sua literatura para adultos mais difundida, nada seria melhor para ele, se pudesse ler este artigo, do que ver um trecho de sua ficção para adultos aqui reproduzido.

Disponível em: http://www.sescsp.org.br/sesc/revistas_sesc/pb/artigo.cfm?Edicao_Id=426&breadcrumb=1&Artigo_ID=6502&IDCategoria=7502&reftype=1#boxe

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

15.000 livros para Abraham Lincoln







A adoração dos norte-americanos pelo ex-presidente Abraham Lincoln (1809-1865) é tanta que um instituto cultural de Washington resolveu homenageá-lo de uma forma inusitada neste fim de semana.

Em comemoração aos 203 anos do nascimento do líder Republicano, completados em 12 de fevereiro, funcionários do local decidiram empilhar praticamente todos os livros que existem sobre a vida e a obra do líder republicano.

Quem passou pelo Ford’s Theatre Center for Education and Leadership neste domingo se deparou com uma torre de 10 metros de altura, composta por nada menos do que 15.000 títulos. A pilha chegava até o terceiro andar da instituição.


Tudo isso em nome do presidente que aboliu a escravidão e conseguiu manter a unidade nacional durante a Guerra de Secessão. O local escolhido para celebrar o legado do mito não podia ser mais apropriado: o instituto cultural está no mesmo quarteirão da Petersen House – casa onde Abraham Lincoln foi assassinado – e do museu, em construção, dedicado a ele.

Disponível em: http://casavogue.globo.com/lazer-cultura/15-000-livros-para-abraham-lincoln/

Livro de Maurício de Sousa recebe prêmio na China

O livro Turma da Mônica em Contos Clássicos, publicado em maio de 2011 pela Sun Ya Publicações, editora baseada em Hong Kong, foi agraciado pelo Prêmio Bin Xing de Literatura Infantil de 2011. As ilustrações são baseadas em contos clássicos da literatura infantil, como A Bela Adormecida, Chapeuzinho Vermelho e Cinderela.

O sucesso da Turma da Mônica na China garantiu, além do prêmio, uma recomendação do 4o Fórum Chinês de Literatura Infantojuvenil, que adicionou o livro de Sousa à lista de leitura indicada nas escolas do país.

"Esse prêmio é muito importante porque mostra que para as crianças não existem barreiras e que todas elas podem se divertir e aprender com os personagens infantis que criei há mais de 50 anos", diz Maurício de Sousa.
O prêmio Bin Xing é uma homenagem dada a obras infantis em comemoração a Bin Xing (1900-1999), autora de sucesso de livros para crianças.
A ligação do escritor com a China começou em 2007, quando desenhos da turma foram dublados e publicados no Canal Online de Educação da China. No ano seguinte, Sousa visitou o país como representante do governo brasileiro para divulgar a vitória do Brasil para sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

"Na ocasião, dei várias palestras em escolas pelo país. As crianças chinesas são adoráveis, amistosas e se sentem felizes em contato com autores que contam histórias sobre o mundo delas - o maravilhoso mundo da criança".

Para o autor, escrever pensando em crianças chinesas é o mesmo que escrever para as brasileiras: "crianças são crianças! Elas gostam das mesmas coisas. Acredito que deve ser por isso que a Mônica faz sucesso aonde quer que ela vá".

Livros infantis educativos estão na lista dos mais vendidos no país asiático. Conforme o jornal oficial People's Daily, quase 20% das obras publicadas anualmente na China são voltados ao público infantil. A indústria editorial para crianças atingiu 8 bilhões de yuans (cerca de R$ 2,2 bilhões) em vendas em 2011.

Em função da corrida por educação, relacionada à crença de garantia de empregos melhores no país, os livros infantis educativos ainda são os mais vendidos. A relação entre livros educativos e histórias, contudo, está diminuindo: em 2000, nove em cada dez livros publicados eram de conteúdo educacional. Hoje, quatro entre dez livros publicados são de histórias.

As ideias de Sousa para o mercado chinês não pararam com o livro. "Temos um projeto em andamento de elaboração de ilustrações com a Turma da Monica para uma série de cartazes sobre Etiqueta para Crianças de acordo com o modelo educacional da China, para divulgação em escolas", adianta o autor.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

"Livro impresso vai desaparecer em até 15 anos", diz cientista na ABL


A crescente expansão do mercado de livros digitais no Brasil aliada à tendência de barateamento de tablets e demais computadores portáteis que permitem a leitura em qualquer lugar do mundo deve fazer com que os livros impressos desapareçam em até 15 anos.

A previsão do cientista da computação Silvio Meira, especialista em tecnologia da informação e estudioso da área, assustou a plateia da Academia Brasileira de Letras durante o Seminário "O futuro do livro: papel ou chip?", realizado na noite da última quarta-feira (14).

"Não há o que temer. Não há como o livro escapar a esta transformação, que se impõe como inevitável no mundo inteiro", afirmou Meira, ao defender o formato digital.

Pioneiro na venda de livros digitais no Brasil, Carlos Eduardo Ernanny, proprietário da editora Gato Sabido (a primeira livraria digital do país) e da Xerife (primeira distribuidora de livros digitais no Brasil), alertou para a crescente participação do livro digital na economia mundial.

"Em apenas dois anos, os EUA tiveram um aumento de nove milhões de e-books vendidos em 2009 para 112 milhões em 2011. A participação das vendas de livros digitais no Brasil hoje é de 1,5%. No próximo ano o percentual deve chegar pelo menos a 5%", apontou Ernanny .

A editora Companhia das Letras, por exemplo, teve 40% dos exemplares da biografia do Steve Jobs vendidos em formato digital. A grande possibilidade da Apple montar uma fábrica no Brasil também foi relembrada pelos participantes do seminário como um fator de colaboração com este novo cenário virtual.

Necessidade de transformação

Silvio Meira apontou para a necessidade de se criar livros eletrônicos sem a linearidade dos livros impressos. "No computador, eu tenho que poder ler os fascículos separadamente. Não podemos ser obrigados a manter a mesma linearidade dos livros impressos. Ainda há muito o que ser aperfeiçoado, mas a transformação é inevitável. Uma outras questão que merece destaque é a de que resumos de livros muito longos podem vender mais do que os próprios livros, com o repasse de uma participação para os autores dos livros", sugeriu o cientista.

Disponível em: http://www.jb.com.br/ciencia-e-tecnologia/noticias/2011/12/15/livro-impresso-vai-desaparecer-em-ate-15-anos-diz-cientista-na-abl/

Digital e em inglês, o cordel cai no mundo

Tradição nordestina ganha espaço na rede com obras completas disponibilizadas por várias instituições no Brasil e até mesmo nos Estados Unidos.

Por enquanto.Popularizada em feiras livres da Região Nordeste do Brasil, onde seus folhetos impressos em papel pardo adornados por xilogravuras ficavam expostos em varais, a literatura de cordel também pode ser acessada via internet. Uma das principais fontes para esse acesso é a Fundação Casa de Rui Barbosa, localizada no Rio de Janeiro. Repositório de literatura popular desde 1989, o órgão disponibilizou parte do acervo de 9 mil folhetos em um site especialmente construído para facilitar o acesso remoto.

Segundo Dilza Ramos Bastos, chefe de Serviço de Biblioteca da instituição, o trabalho começou em 2001. Inicialmente, a ideia era divulgar o material por meio de CDs e, depois, migrou para a rede. A digitalização foi uma medida importante para a preservação do próprio acervo, que passou a ser menos manipulado por pesquisadores. “Nós diminuímos a manipulação e facilitamos o acesso à informação visual do texto e das ilustrações”, explica. “Hoje são raros os casos em que precisamos dar acesso direto ao documento.”

Dos romances ibéricos aos repentes

A origem exata da literatura de cordel é difícil de ser pontuada. Formas literárias similares são encontradas em outros países, como França, Espanha e Portugal. Os romances ibéricos em versos, oriundos da tradição oral e posteriormente impressos em folhetos, e os desafios improvisados do Nordeste, são indicados por pesquisadores como algumas das forças criadoras do cordel.

Surgido na primeira metade do século XIX em Pernambuco e na Bahia, a forma clássica do cordel atingiu o auge da produção entre 1930 e 1960. Impressos em papel barato, os folhetos de cordel mediam cerca de 12×18 centímetros e possuíam de oito a 32 páginas, ilustradas com imagens reproduzidas de jornais ou xilogravuras.

Seus versos rimados relatavam desde temas tradicionais (como os romances de cavalaria medieval) até eventos sociais, econômicos e políticos brasileiros, como o fenômeno do cangaço ou o suicídio do presidente Getúlio Vargas, em 1954.Um dos primeiros cordelistas a imprimir e vender seus versos foi o paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918), autor de Peleja de Manoel Riachão com o Diabo, publicado, provavelmente, em 1889. Tal -folheto pode ser lido e impresso na íntegra pelo usuário por meio do site da Fundação Casa de Rui Barbosa (www.casaruibarbosa.gov.br/cordel).

Até no Congressso norte-americano

Outras instituições como a Fundação Joaquim Nabuco, a Academia Brasileira de Literatura de Cordel e até mesmo a Biblioteca do Congresso norte-americano possuem acervos digitais semelhantes.

Atualmente, existem 2.340 folhetos digitalizados no banco de dados virtual da instituição, inaugurado em julho de 2008. A escolha das obras publicadas na rede procurou obedecer aos critérios de direitos autorais e de raridade. Por causa disso, apenas 25% dos 9 mil folhetos foi disponibilizado para o acesso via internet. O número corresponde aos autores que já caíram em domínio público ou cujos herdeiros autorizaram sua reprodução.

Para o presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, Gonçalo Ferreira da Silva, todos os meios de comunicação acabam se constituindo como novos espaços de produção e divulgação dos cordéis. “Muita gente pensou no início que o rádio de pilha acabaria com a literatura de cordel. Pelo contrário, ele serviu como veículo de divulgação para os cordelistas e repentistas”, reflete o cordelista nascido na cidade cearense de Ipu, em 1937.

Onde encontrar

Fundação Casa de Rui Barbosa

Sem a necessidade de cadastro, é possível folhear e imprimir em baixa resolução os cerca de 2340 cordéis do acervo. No entanto, a mecânica de busca do banco de dados é um pouco complicada.

Academia Brasileira de Literatura de Cordel

Possui um bom acervo de cordelistas contemporâneos, mas disponibiliza apenas capas e os versos em texto, sem a diagramação de um cordel impresso.

Fundação Joaquim Nabuco

Apresenta 41 folhetos de cordel do acervo da instituição na íntegra, em formato pdf.

Biblioteca do Congresso dos EUA

Reúne informações, biografias e imagens de folhetos de cordel.O conteúdo, porém, está em inglês.


sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Fernando Pessoa - Documentário.

Este excelente documentário de 1:05 min. produzido pela Editora Globo apresenta a Vida e comentários sobre as fantásticas Obras literárias e também filosóficas do Poeta Português (e também "brasileiro") Fernando António Nogueira Pessoa, mais conhecido como Fernando Pessoa que se destacou com a criação de seus Heterônimos Alberto Caeiro, Bernardo Soares, Ricardo Reis e Álvaro de Campos.

LINK DO DOCUMENTÁRIO

http://www.youtube.com/watch?v=ZL8bhv5DjQ8&feature=youtu.be&noredirect=1

Jane Austen foi envenenada?




Jane Austen, a autora de clássicos como Orgulho e Preconceito e Razão e Sensibilidade, pode ter morrido envenenada por arsênico, segundo uma escritora policial que analisou as últimas cartas da romancista britânica. A pista crucial está em um trecho escrito por Austen alguns meses antes de sua misteriosa morte, em 1817.


Descrevendo as semanas em que permaneceu enferma, Austen escreveu: "Estou consideravelmente melhor agora e recuperando um pouco a aparência, que já esteve bem mal, com manchas brancas, pretas e de todas as cores erradas”.


Segundo Lindsay Ashford, escritora policial britânica, o trecho descreve os sintomas de envenenamento por arsênico "que causa manchas na pele se ingerido em doses pequenas por um longo tempo”.


"Conhecido como efeito ‘gota de chuva’, provoca manchas marrom-escuras ou negras em partes da pele, enquanto outras áreas perdem todo o pigmento e ficam brancas”, escreveu Ashford no Daily Mail.


A teoria ganhou consistência quando Ashford descobriu que um mecha de cabelos de Austen, arrematada um leilão em 1948 por um casal americano já falecido, apresentava traços de arsênico


"O arsênico no cabelo de Jane indica que ela havia ingerido o veneno nos meses anteriores à sua morte”, afirmou Ashford.


A morte precoce de Austen, aos 41 anos, há muito tem gerado especulações entre historiadores.


Inicialmente, sua doença misteriosa e fatal foi identificada como doença de Addison, um raro distúrbio das glândulas supra-renais; outros diagnósticos apostaram em linfoma de Hodgkin; lúpus, uma doença auto-imune; doença de Brill- Zinsser (uma forma recorrente de tifo que a escritora contraiu quando criança) e tuberculose disseminada de origem bovina.


"Todas essas condições provocam alguns dos sintomas relatados por Jane, mas nenhum deles é compatível com os descritos na carta”, explica Ashford.


A autora acredita que Austen pode ser sido medicada com remédios contendo arsênico. De fato, o veneno era amplamente prescrito na época para tratar diversas doenças, de sífilis a reumatismo (condição que a romancista admitiu ter contraído).


"Há, é claro, outra hipótese: a de que ela tenha sido intencionalmente envenenada. Talvez seja improvável, mas não impossível”, especula Ashford.


A escritora explora a teoria do assassinato em seu novo romance, "The Mysterious Death of Miss Austen" (A Morte Misteriosa da Senhorita Austen, em tradução livre), cujo foco é a família de Austen, fonte constante de desconfianças e dúvidas, apesar de ter sido minunciosamente investigada.


"Muita coisa desapareceu. Cassandra (irmã de Austen) queimou dezenas de cartas de Jane depois de sua morte – e ninguém sabe por quê”, afirmou Ashford.


Como "cartas e diários não podem e não vão nos dizer o que realmente matou Jane Austen", o mistério sobre o último capítulo da vida da grande escritora provavelmente jamais será desvendado.


É muito improvável que os ossos de Austen sejam exumados para que sejam submetidos aos modernos testes forenses, admitiu Ashford.


"Isso provocaria a indignação dos fãs de Austen, sem falar no grande número de pessoas que alegam ser seus parentes distantes. Mas coisas estranhas aconteceram, e talvez um dia o mistério de sua morte seja solucionado de uma vez por todas”, finaliza.


Disponível em: http://blogs.discoverybrasil.uol.com.br/noticias/2011/11/jane-austen-foi-envenenada.html

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Aplicativo de livro eletrônico da Apple permite ler livros no escuro

A Apple atualizou seu aplicativo que dá acesso a livros eletrônicos com funções como a que facilita a leitura no escuro e a que acrescenta um novo design da área de anotações, informou a companhia nesta quarta-feira.

Com novas fontes como Athelas, Charter, Iowan e Seravek e a possibilidade de visualização da tela cheia, que permite que o leitor se concentre no texto sem distrações, a versão 1.5 do iBooks melhora a estabilidade e o rendimento do programa, destaca a Apple em nota.

A área de anotações incorpora uma novidade bastante útil, já que permite selecionar uma cor para ressaltar certos fragmentos do texto. O aplicativo iBooks para iPad, iPhone e iPod Touch recria uma biblioteca virtual que permite ao usuário colocar sua coleção de livros eletrônicos em uma estante, virar as páginas dos exemplares deslizando o dedo e acrescentar notas à medida que avança na leitura.

Disponível em: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5508116-EI12884,00-Aplicativo+de+livro+eletronico+da+Apple+permite+ler+livros+no+escuro.html

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Empresário Eike Batista lança livro para inspirar jovens empreendedores

O empresário Eike Batista teve dois filhos e plantou muitas árvores – de dinheiro. Aos 56 anos, faltava ainda escrever um livro. Não mais. Eike Batista, o X da questão – A trajetória do maior empreendedor do Brasil (Sextante, 161 páginas, R$ 29,90) chega às livrarias neste mês. Quando o homem mais rico do Brasil e o oitavo do mundo resolve escrever sua história, a curiosidade é natural. Espera-se que ele nos conte os bastidores de grandes negociações e – por que não? – revele algumas fofocas sobre sua vida.

Logo no início, Eike diz que a obra não entrará em detalhes sobre sua vida pessoal. Isso será tema de outra publicação, que será escrita pelo jornalista Alan Riding, do jornal The New York Times. O livro tampouco contém grandes segredos empresariais. Tem, sim, um jeitão de livro de autoajuda, como o empresário reconheceu em entrevista a ÉPOCA.

Eike não renega o rótulo. Diz que seu objetivo foi inspirar jovens e ajudar empreendedores. “Muita gente já vinha falando para eu escrever o livro. A gente acaba servindo como exemplo”, diz ele.

O X da questão, uma alusão ao “x” presente no nome de todas as suas empresas (“x de multiplicação”, como explica no livro), foi organizado pelo jornalista Roberto D’Ávila, com base em conversas com o empresário. Eike diz que foi ele mesmo quem escreveu o livro – e não o amigo. O empresário começa o livro pela sua infância e revela que, até os 12 anos, tinha asma. A mãe, a alemã Jutta Fuhrken, matriculou o garoto na natação e o fazia mergulhar na piscina (aquecida), fizesse frio ou calor. O menino Eike sofria de ansiedade com as crises de falta de ar. Em menos de um ano, estava curado, graças às braçadas. Dali ele diz que tirou a lição de que “você cresce com as dificuldades”.

Com 18 anos, morando na Europa e recebendo uma mesada “que dava para apenas metade do mês”, Eike começou a vender seguros de porta em porta. Nessa época, ele diz que aprendeu a ouvir as pessoas, a compreender sinais faciais e a vender, claro. Afirma que levou essa experiência para toda a vida. A lição: “Acredite em si mesmo”.

Em outro trecho, Eike lembra que chegou a levar um tiro pelas costas no garimpo em Alta Floresta, Mato Grosso. Ele xingou um homem que lhe devia dinheiro e, ao se virar e sair caminhando, foi atingido. Por sorte, a lesão foi superficial. Eike diz que ali aprendeu a ser gentil com as pessoas para não fazer inimigos. O símbolo máximo do capitalismo brasileiro inspira-se em Che Guevara para ilustrar a situação: “É possível endurecer sem perder a ternura”.

Foi no garimpo que Eike começou a construir sua fortuna. Ele conheceu garimpeiros que vendiam diamantes no Rio de Janeiro e passou a intermediar o negócio, encontrando compradores na Bélgica e em Portugal. Acabou abandonando a facul-dade de engenharia pela metade e rumou para a corrida do ouro em Goiás, com US$ 500 mil emprestados de dois amigos relojoeiros. Enganado por um sócio, perdeu o dinheiro, e sua dívida chegou a US$ 800 mil.

Com sua lábia de vendedor, conseguiu convencer os joalheiros a injetar mais dinheiro no negócio. “Aquele foi meu pri-meiro road show”, diz ele. Road show é o ritual que antecede o lançamento de ações no mercado financeiro, no qual a empre-sa procura possíveis compradores e fala sobre suas qualidades. Os amigos toparam, e Eike acabou transformando o prejuízo inicial em US$ 6 milhões. Daí não parou mais. Nos primeiros 20 anos como empresário, acumulou uma fortuna pessoal de US$ 1 bilhão. Hoje, segundo a revista americana Forbes, seu patrimônio é estimado em US$ 30 bilhões. É tanto dinheiro que muitas vezes nem as máquinas aguentam. Ele conta que, em 2008, preencheu um cheque de R$ 700 milhões para pagar Im-posto de Renda (sobre a venda de parte de um de seus negócios) e se viu numa situação curiosa. “Não havia no Rio de Janeiro uma caixa registradora capaz de computar tantos zeros. Parece brincadeira, mas tive de ir a São Paulo para que o cheque fosse liberado.”

O livro é repleto de outras passagens saborosas e de conselhos que esbarram em clichês. Seu maior mérito é ter sido escrito por alguém que efetivamente fez o que prega. As prateleiras de autoajuda estão cheias de livros que prometem fazer do leitor um milionário – mas escritos por pessoas que não chegaram nem perto do milhão. “Isso é 100% de incentivo para comprar. As pessoas sabem que eu fiz. Sou o empresário mais multifacetado do planeta. Construí 20 negócios multibilionários em áreas diferentes, começando do zero”, afirma Eike. Ele admite ter tido uma grande dose de sorte.

O homem mais rico do Brasil lembra que ela o acompanha desde criança e lhe valeu o primeiro apelido, dado pela mãe: “Bundinha de ouro”. A expressão, correspondente alemã à nossa “virado para a lua”, não foi incluída no livro, mas ainda tira gargalhadas do empresário. Ao investir em mais um empreendimento novo, desta vez como escritor, a sorte de Eike será no-vamente testada

Disponível em: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=6&idnot=71035

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Ciência investiga 'Googles humanos', pessoas que nunca esquecem

O americano Robert Petrella tem uma memória fora do comum: ele é capaz de memorizar todos os números de telefone armazenados em telefones celulares e, ao olhar uma única fotografia de um lance de um jogo do seu time de coração, o Pittsburgh Steelers, é capaz de dizer a data da partida e o escore final.

Petrella tem uma síndrome raríssima, chamada Memória Autobiográfica Altamente Superior (HSAM, na sigla em inglês), na qual o paciente não se esquece de quase nada do que aconteceu com ele na vida.

Quem tem essa condição é capaz de se lembrar o que comeu no almoço hoje ou três anos atrás, ou de recordar com detalhes as notícias que leu no jornal há décadas. Mesmo se quiserem, essas pessoas não podem apagar memórias como o fim de um namoro ou as lembranças de um acidente.

"Eu notei isso durante o ensino secundário, me dava conta que nem todos recordavam o que eu conseguia lembrar, e pensava que era algo incomum, como ser canhoto ou algo assim. Mais tarde, notei que isso tinha outra dimensão. Sempre tive facilidade nos exames, pois lembrava de tudo sem ter feito revisão dos tópicos", disse Petrella à BBC.

Para o americano, a síndrome acaba sendo bastante útil em sua profissão, já que ele é produtor de documentários para o History Channel e o Discovery Channel.

"Às vezes, me recordo de algo que alguém disse há 30 anos, coisas que as outras pessoas não lembrariam, porque foram ditas no momento, e isso pode tornar as relações raras", diz Petrella.
"Mas não tenho problemas em viver no passado. As recordações estão na minha cabeça e são parte de mim, mas não me impedem de viver o hoje e olhar para o futuro."

A HSAM é tão difícil de ser identificada que até então apenas 20 pessoas no mundo – todas nos Estados Unidos – haviam sido diagnosticadas com ela.

Mas um programa sobre a síndrome exibido pela rede de TV americana CBS, e visto por pelo menos 24 milhões de pessoas, ampliou o conhecimento sobre a HSAM.

Desses telespectadores, 500 entraram em contato com os pesquisadores por acreditarem que tinham HSAM. Mas apenas 10 foram confirmadas com a síndrome.

Há apenas cinco anos essa condição começou a ser chamada de Memória Autobiográfica Altamente Superior, quando o especialista em memória James McGaugh publicou um artigo sobre seu estudo de seis anos de uma paciente com os sintomas.

O quadro já foi retratado na ficção, como no conto Funes, o Memorioso, do argentino Jorge Luis Borges, e na série de TV Unforgettable ("Inesquecível", em inglês), que acaba de estrear nos Estados Unidos.

"Provavelmente há pessoas com essa síndrome há séculos, mas suas bases nunca haviam sido investigadas cientificamente. É um quadro muito raro", afirmou McGaugh à BBC.
Para reconhecer a HSAM, os cientistas fazem testes médicos e avaliam os potenciais candidatos com um questionário de acontecimentos públicos ocorridos nos últimos 20 anos. Fatos que vão desde eleições a competições, passando pela a entrega de prêmios e até acidentes aéreos.

Uma pessoa com a Memória Autobiográfica Altamente Superior seria capaz de dizer a data precisa e o dia da semana em que os eventos ocorreram, além de outros detalhes.
Os que obtêm mais de 55% no teste são então interrogados sobre experiências mais pessoais.
'Google humano'

"A família nos dá fotos ou diários para que a gente tenha dados precisos e assim provar as informações das quais eles dizem se lembrar. É muito, muito difícil que um indivíduo que registre (dados como esse) além de um certo tempo, como um nível de detalhes tão específico", afirmou McGaugh. Por isso, eles foram apelidados de

"Googles humanos".

É o caso de Brad Williams, de 55 anos, que vive em Wisconsin. "Me dei conta (da síndrome) participando de concursos de perguntas em bares. Sou fanático por esses concursos e sempre fui melhor e mais rápido do que o restante das pessoas", disse Williams.

"Isso também acontece em episódios familiares: eu sempre consigo lembrar de datas específicas e detalhes de tudo."

Williams diz que ser ter HSAM lhe traz algumas vantagens específicas em seu trabalho como jornalista. "O que eu de fato preciso armazenar ou buscar na internet é um volume bem menor de informações do que o que já está na minha cabeça."

No entanto, nem todos os que possuem esse tipo de memória festejam sua condição.
É o caso de Jill Price, a paciente que procurou especialistas por não poder mais suportar seu constante exercício de se lembrar de tudo. Foi o caso dela que serviu de gatilho para os estudos.

"É incessante, incontrolável e imensamente cansativo. As lembranças vêm, simplesmente chegam na minha mente. Não posso controlá-las", escreveu Price em sua autobiografia The Woman Who Can’t Forget (A Mulher que Não Consegue Esquecer, em tradução livre do inglês).

Em seu caso, a HSAM acabou complicando suas relações com as pessoas. Entre os pacientes de McGaugh não há nenhum casado ou com relações estáveis.
No entanto, o especialista afirma que casos de insatisfação como os de Price são a minoria.
"A maioria acredita que é um dom. Se questionados se prefeririam não ter a síndrome, eles dizem que não mudariam isso por nada."

Busca no cérebro

Entre esses pacientes, está a atriz Marilu Henner, conhecida pela série de TV Táxi, do fim dos anos 1970. Para ela, visualizar a vida em forma de um calendário tornou mais fácil a tarefa de atuar.

A atriz agora dá palestras motivacionais e escreveu um livro para ajudar outras pessoas a ativar sua memória autobiográfica.

"Não tenho problemas em viver com o passado: as lembranças estão na minha cabeça e são parte de mim. Não me impedem de viver o hoje ou olhar para o futuro".

O neurobiólogo McGaugh considera, no entanto, que a HSAM é uma condição pré-existente, que se mantém ao longo do tempo e que ainda carece de explicações neurológicas.

Por ora, a recomendação aos portadores da síndrome é que não encarem sua condição como um grande peso e que não se exponham a circunstâncias traumáticas. Não são bons candidatos, por exemplo, para se alistarem no Exército ou seguir para a guerra.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

“A coisa mais importante nos próximos dez anos é conservar energia”

A calça cáqui e a camiseta preta estampada com o homem vitruviano de Leonardo Da Vinci dizem muito sobre David Cahen, o informal e premiado cientista que comanda o departamento de energia alternativa do Instituto Weizmann de Ciências, de Israel. Comunicativo e bem-humorado em sua curta apresentação no fórum de sustentabilidade do festival SWU, Cahen provocou a plateia após afirmar que, para alguns países, não há outra alternativa de energia limpa a não ser a nuclear. “Vocês aí devem estar pensando: este cara está louco, vamos lançar ovos e tomates nele”, disse em tom irônico. Cahen, porém, tem argumentos sólidos que sustentam esta e outras de suas opiniões. No Instituto Weizmann desde 1982, ele desenvolve estudos sobre novas células solares voltadas à geração de energia. Algumas de suas pesquisas, relacionadas a biocombustíveis, podem interessar a cientistas brasileiros. Confira mais detalhes na entrevista concedida pelo pesquisador a Época NEGÓCIOS.


Fala-se muito sobre gerar mais energia a partir de fontes renováveis, mas também é necessário elevar a eficiência no fornecimento de energia para diminuir as perdas. Os países estão investindo em redes inteligentes na proporção necessária?

A coisa mais importante a se fazer nos próximos dez anos é conservar a energia. Os governos deveriam pressionar as companhias a substituir plantas antigas de geração de energia por unidades mais eficientes. Hoje, as perdas de energia chegam a 70% de uma usina. Com maior eficiência, poderiam cair para algo entre 30% e 50%. É uma grande diferença. Nossos carros podem ser mais eficientes. Eletroeletrônicos podem ser mais eficientes. É muito mais barato economizar energia do que gerar energia. Deveria ser uma prioridade.


A demanda mundial por energia é constante mas, por outro lado, novos modelos de automóveis, como os híbridos ou elétricos, ambientalmente corretos, podem elevar a pressão por mais energia. Como resolver esta nova questão?

Uma empresa chamada Better Place, fundada por um ex-aluno meu, Shay Agassi, oferece um sistema de troca de baterias: em um caso de emergência, o motorista de um carro elétrico pode, ao invés de recarregá-la (o que exigiria tempo) trocá-la por uma nova. Agassi vem pesquisando os hábitos dos motoristas de carros híbridos e elétricos para oferecer a eles soluções personalizadas. Mas a parte mais interessante é a seguinte: digamos que em determinado local existam um milhão de carros elétricos e, na maior parte do tempo, eles não sejam utilizados. Eles poderiam, então, estar plugados na tomada a maior parte do tempo em que não estivessem rodando. Numa estimativa modesta, teríamos 500 mil carros conectados à rede elétrica em dado momento. Todas aquelas baterias poderiam ser utilizadas para armazenar energia de fonte eólica ou solar. Os carros elétricos proporcionariam armazenamento de energia gratuito. Para mim é uma brilhante ideia. Esta tecnologia está sendo desenvolvida.


Em sua apresentação, você afirmou que países como Japão e China continuarão usando a energia nuclear por falta de opções de energia limpa na proporção necessária. Existem alternativas mais seguras para estes países, para o médio prazo?

Um dos principais problemas do processo atual é que ele gera resíduos radioativos. Existem, porém, outras opções, como a que utiliza o tório, um elemento de mais fácil acesso que o urânio. A Índia tem um programa de pesquisa deste sistema, muito mais seguro do que o baseado em urânio. Os resíduos do tório são, em sua maioria, nobres, e é muitíssimo mais difícil fazer uma bomba atômica a partir dele. O problema é que este processo é muito caro e muito já foi investido em usinas nucleares. Na Alemanha, a rede de eletricidade está conectada a de outros países, como Suécia e Itália. Se há falta de energia no país, eles podem obtê-la com alguns vizinhos. Para países gigantes, como China e Índia, ou isolados, como o Japão, isso é muito difícil. Não sou fã da energia nuclear, mas não consigo ver outra alternativa de energia para estes países, na escala necessária. Não neste momento.


Suas pesquisas estão relacionadas a novas células solares. O Brasil tem grande potencial para gerar energia a partir do sol, mas ainda não o faz como poderia... Porque vocês têm muitas fontes limpas disponíveis. E todos afirmam que a energia solar é muito cara. Por que, não só no Brasil, como em outras partes do mundo, a energia solar não está tão disseminada? É preciso desenvolver tecnologias mais eficientes? Falta incentivo político?


As duas coisas. Uma melhor eficiência ajudará. Contudo, no momento em que for cobrado o preço real das energias fósseis, a diferença de custo entre uma e outra será muito pequena. Um projeto de energia solar demora cerca de dois anos para se pagar. Uma usina termelétrica a carvão, seis semanas. Quem investe em um empreendimento de energia fóssil não arca com o prejuízo deixado para as próximas gerações. Nem com o fato de utilizar mercúrio no processo, mesmo nas plantas mais modernas.

Que outros fatores precisam ser contabilizados?

A forma de remuneração deveria ser diferente. Empresas que produzem energia limpa poderiam receber mais por estar retirando carbono da atmosfera, enquanto as geradoras de energia de fonte fóssil pagariam para poder emitir poluentes. Esta medida se transformaria em uma forma de subsídio para as energias eólica e solar. Há muitos países onde estas formas de energia já são competitivas. Em outros, reverter a situação é mais difícil. Qual é o lobby mais poderoso do mundo? O do petróleo.


Dentre as pesquisas desenvolvidas por sua equipe no Instituto Weizmann, há alguma tecnologia em desenvolvimento que pode vir a ser aplicada no Brasil?

Temos projetos sobre componentes básicos para biocombustíveis. Acredito que algumas descobertas seriam muito úteis para pesquisadores brasileiros que vêm estudando as próximas gerações de biocombustíveis. Na área solar, estamos trabalhando em pesquisas que estão 20 anos à frente do mercado. São novos materiais, não biológicos, considerados pouco aplicáveis em células solares e que são estruturados numa escala nanométrica. Creio que teremos algo aplicável à prática em 20 ou 25 anos. No Brasil, a área mais interessante é a de biocombustíveis. Seria interessante manter uma comunicação mais ampla com outros países, pelo fato de o país estar se tornando uma liderança econômica. Outras nações estão olhando para vocês.


terça-feira, 22 de novembro de 2011

O mundo em transformação : Crianças e adolescentes estão certos que não havia civilização antes do Google e da Apple

Eu me sinto um dinossauro. Surpreso, mas fascinado com este mundo em turbilhão. Vou fazer 60 anos em dezembro. Quase tudo que me cerca era inimaginável quando eu era criança. O mundo foi reinventado diante de mim, estes anos todos. Na minha infância, em Marília, no interior de São Paulo, não havia televisão. Telefone só para a elite. Era preciso se inscrever e aguardar cinco, seis anos para a instalação de uma linha. Ou comprá-la a peso de ouro, de alguém que a transferisse, manobra impensável para minha família de orçamento limitadíssimo. Hoje o mundo é dos celulares. Recentemente, meu aparelho caiu no chão e quebrou. Entrei em surto até conseguir outro, novinho, em que coloquei o mesmo chip. Aposto que já tem psicólogo tratando crise de abstinência de celular. A primeira televisão de minha família, quando me mudei para São Paulo, aos 15 anos, era em preto e branco. O tempo voou. E com ele as invenções se insinuaram na minha vida: TV colorida, CD, videocassete, DVD e Blu-ray. Quando dou palestras em escolas, tento explicar como era a vida sem e-mail e videogame. Crianças e adolescentes me encaram desconfiados. Devem achar que sou maluco. Estão certos que não havia civilização antes do Google e da Apple. Já pensei em criar um conto de fadas para explicar. Algo assim:

– Há muitos e muitos anos, em um tempo em que não existiam e-mail, Twitter ou Facebook, vivia uma linda princesa...

Decidi ser escritor aos 12 anos, quando descobri os livros de Monteiro Lobato, emprestados por uma vizinha. Sonhava com uma máquina de escrever. Ainda lembro da tarde, aos 13 anos, em que meu pai subiu as escadas de nosso sobradinho e anunciou o presente: uma Olivetti portátil, comprada à prestação. Papai era ferroviário, e a máquina pesou nas contas. Mas eu queria ser escritor, o que fazer? Em seguida me inscreveu num curso de datilografia, em que aprendi a batucar o teclado com todos os dedos. (Os cursos de datilografia também sumiram, junto com as máquinas de escrever, é claro.)

Agradeço papai para sempre. Hoje sou autor da Rede Globo. Escrevo os capítulos das novelas com muita velocidade. Sorte minha ser datilógrafo formado.

Comprei meu primeiro computador pessoal com pouco mais de 30 anos. O protecionismo nacional na área de informática era absurdo. O tal computador parecia movido a lenha. Mas adorei. Principalmente porque acabou a guerra com os vizinhos do prédio que não suportavam o plec, plec, plec da máquina, pois sempre escrevi de madrugada. Na ocasião, eu trabalhava como editor em uma grande revista. Um colega torceu o nariz. Achava o computador algo muito esquisito. Mostrei a enorme redação repleta de máquinas de escrever. Banquei o futurólogo:
– Um dia todas serão trocadas por computadores.
– Duvido!

Não demorou cinco anos. Assisti à informatização do jornalismo. Foi cruel, como em outras áreas. Muitos ganharam estágios para absorver a nova tecnologia. Outros não. E acabaram expelidos do mercado de trabalho. Cheguei a ajudar um ex-diretor de arte a arrumar vaga de zelador de prédio. Há uma necessidade constante de me manter atualizado. Sempre existe um novo programa, aparelho, invenção à espera. Sou autor de livros, novelas de televisão, peças de teatro, crônicas e inumeráveis artigos. Ganhei prêmios. Mas acabo derrotado por qualquer garoto de 8 anos, capaz de, diante de um modelo novo de celular, desvendar no ato programas que incineram meus neurônios.

Cursei alguns anos de faculdade de história, na Universidade de São Paulo. Tento me distanciar e entender o que se passa. Creio que, daqui a 100, 200 anos, um historiador vai olhar para a minha, a sua vida e teorizar que vivemos no bojo de uma mudança de Era. Tão profunda quanto a da Antiga para a Média e desta para a Moderna e a Contemporânea. Qual será o fato que determinou a passagem? A invenção do iPad? Steve Jobs terá a mesma importância de Colombo? Seremos, eu e você, objetos de estudo. Até neurológico.

– Como os cérebros se adaptaram a tantas mudanças?

As invenções são o aspecto mais visível de roupas, restaurantes, livros, viagens, teorias, jeitos de ser e de amar. Vou escrever sobre a realidade em contínuo movimento. Sobre nossa época, desafiadora e fascinante. E contar como meus miolos fervem ao descobrir que alguma coisa inexistente até ontem se tornou absolutamente essencial, e já não posso viver sem ela. Nos anos 1960, os hippies anunciavam o advento da Era de Aquário. Pois é. Seja qual for o nome, a Nova Era já chegou.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Penguin lança serviço para autores independentes de livros eletrônicos

Num sinal de que as principais editoras de livros estão finalmente reconhecendo o potencial do setor de edição autônoma de livros digitais, o Penguin Group (USA) lançou na quarta-feira um serviço para ajudar escritores a publicar seus próprios livros.

Por uma taxa entre US$ 99 e US$ 549, mais um porcentual das receitas obtidas com eventuais vendas, uma subsidiária da Penguin chamada Book Country vai oferecer uma série de ferramentas – desde um conversor profissional para o formato e-book até programa para criar capas – para ajudar um escritor a deixar seu trabalho disponível em lojas de livros digitais e serviços de impressão sob demanda.

O negócio da auto-edição pode ajudar a Penguin a descobrir novos escritores, ao mesmo tempo em que cria um canal de receitas adicional.

A Penguin Group (USA) vem investindo "um substancial montante de dinheiro" em tecnologia para lançar o novo serviço", diz o diretor-presidente David Shanks. "Se algum desses livros chegar à lista de best sellers, o serviço pode ser muito bem-sucedido."

A Penguin poderia oferecer aos escritores mais bem-sucedidos na auto-edição contratos para serem publicados do modo tradicional caso eles desejem, acrescentou.

Por outro lado, o negócio de edição tradicional da Penguin não pretende atrair autores que a editora tenha rejeitado no negócio de auto-edição. Molly Barton, diretora global para a área digital da Penguin, disse que "não seria apropriado sugerir um caminho que envolvesse comissões" a um autor cujo original tenha sido rejeitado" pela Book Country.

Turbinado pelo aparecimento de e-readers e pela crescente popularidade dos e-books, o número de títulos auto-editados nos Estados Unidos triplicou para 133.036 em 2010, ante 51.237 em 2006, segundo a corretora R.R. Bowker LLC, que acompanha o setor de editoras.

E enquanto muitos ainda vendem poucos exemplares, a edição por conta própria pode ser extremamente lucrativa para outros. Amanda Hocking, autora de livros para jovens adultos, juntou-se neste mês ao Kindle Million Club, da Amazon.com Inc., por ter atingido vendas de mais de um milhão de cópias digitais de seus livros. Ela fechou um negócio com a editora St. Martin´s Press para republicar sua trilogia "Trylle", em papel e meio digital, mais um quarteto de novos títulos a serem pulicados posteriormente.

Muitas empresas já atendem escritores de autônomos, incluindo as distribuidoras de e-books Smashwords Inc., Amazon.com e Barnes & Noble Inc.

A Penguin está usando o Book Country, um website especializado no gênero ficção, como base para seu novo serviço. Escritores já publicam originais no site, especializado em romances, fantasia, ficção cientifica, terror e mistério. Usuários comentam os manuscritos, e oferecem conselhos sobre a edição.

A Penguin diz que a Book Country, lançada em abril, já atraiu ao redor de 4.000 participantes, que publicaram aproximadamente 500 originais, alguns acabados, outros não – e pelo menos três desses autores já encontraram agentes para os representarem.

Disponível em: http://online.wsj.com/article/SB10001424052970203611404577042490682657330.html