quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Biblioterapia pode ser mais eficaz que antidepressivo

Livros de autoajuda na área médica vendem horrores por uma razão muito simples: eles funcionam.
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Num trabalho publicado em 2004 no periódico "Psychological Medicine", Peter den Boer e seus colegas da Universidade de Gronigen, na Holanda, compararam vários estudos que avaliaram a eficácia de livros de autoajuda (biblioterapia) em casos clínicos de ansiedade e depressão.

Concluíram que a biblioterapia é significativamente mais eficaz do que placebos ou inclusão em lista de espera para terapia, e praticamente tão eficaz quanto tratamentos curtos ministrados por um profissional. Ainda mais interessante, ela se mostrou medianamente mais eficaz do que o uso de antidepressivos.

Esses resultados estão em linha com o que foi apurado em outras metanálises feitas principalmente nos anos 90, e também com as conclusões de uma força-tarefa que a Associação Psicológica Americana (APA) montou em fins dos anos 80.

Antes, porém, de trocar seu psiquiatra (R$ 400 a sessão) e seu Prozac (R$ 145 a caixa com 28 cápsulas) por um livro (R$ 19,90 o exemplar de 'Como Curar a Depressão', Ed. Sextante), convém fazer algumas ponderações sobre esses achados.

Parte do efeito positivo da biblioterapia pode ser atribuído a um viés de seleção. Deprimidos que buscam ativamente uma mudança de comportamento -ou seja, aqueles que compram os livros- são melhores candidatos à cura do que os pacientes que sucumbiram à apatia.

Outro problema é que os estudos de eficácia normalmente avaliam obras de boa qualidade, escritas por profissionais gabaritados. Essa, evidentemente, não é a regra num mercado que lança milhares de títulos por ano.

E, como os remédios, livros errados envolvem alguns riscos. Num trabalho publicado em 2008 em 'Professional Psychology', Richard Redding e colegas avaliaram 50 obras de alta vendagem nos EUA relativas a transtornos de ansiedade, depressão e trauma.

Como era de esperar, a qualidade e os problemas variam muito. Há desde aqueles livros que apenas esquecem de avisar que o tratamento pode falhar (50% dos títulos) até os que dão conselhos capazes de provocar efeitos adversos (18%).

A boa notícia é que, prestando atenção a alguns poucos itens, como se o autor é um profissional de saúde mental e se tem títulos acadêmicos, é possível fugir das piores arapucas. Em princípio, essa regra deve valer também para o Brasil.

Ressalvas à parte, a literatura médica de autoajuda é um fenômeno que deveria ser olhado com mais carinho por profissionais e autoridades. Ela tende a funcionar ao menos em alguns casos, permite atingir grandes populações, e apresenta a melhor relação custo-benefício.
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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Tire suas dúvidas

Desde 1º de janeiro de 2009 entrou em vigor no Brasil a nova grafia do português, definida pelo Acordo Ortográfico de 1990. O trema foi extinto, algumas palavras perderam acentos e as regras do hífen mudaram.
Agora é preciso aprender a escrever do jeito novo. O site UmPortugues.com foi criado para ajudar nesta tarefa, trazendo textos e ferramentas que auxiliam no aprendizado da grafia. Vamos estudar?

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Digite seu texto e aperte o botão Enviar. O verificador ortográfico UmPortugues marcará as palavras que estiverem incorretas segundo a nova grafia. Experimente.

http://umportugues.com/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Cartilha e vídeo mostram como ler para bebês

No espaço da Biblioteca do Bebê, na Bienal Internacional do Livro de São Paulo, será distribuída a cartilha Primeira Infância Primeiras Leituras, onde pais e educadores encontrarão explicações simples e práticas sobre o que ler, como ler, por que ler, onde ler e quando ler para crianças pequenas em cada uma das fases. Escrita em linguagem simples e clara, a publicação traz exemplos concretos fáceis de utilizar. Mesmo pessoas com pouca escolaridade e dificuldade de leitura podem ler e estimular seus filhos a ler desde pequenos.

Com o mesmo objetivo de estimular o hábito de leitura em família e difundir as melhores técnicas de ler para bebês, o IAB lança ainda o DVD Leitura desde o Berço: Como ler para bebês. O DVD apresenta exemplos concretos de pais, mães, babás, avós lendo para crianças de 6 a 36 meses. Também traz informações e dicas concretas sobre como os adultos podem ajudar o desenvolvimento da linguagem e do vocabulário das crianças lendo de forma interativa, espichando a conversa, estimulando a criança a participar ativamente da leitura e, dessa forma, adquirir o hábito e o gosto por ler.

A cartilha e o vídeo foram concebidos como importantes ferramentas a serem usadas em programas dirigidos a estimular a leitura em família. O IAB busca parceiros interessados em desenvolver políticas públicas com este foco.
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para ler a cartilha e baixá-la para seu computador (aguarde alguns minutos para o arquivo abrir completamente)
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sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Cientistas de Israel provocam autodestruição de célula de HIV


Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém conseguiram um grande avanço no combate à Aids. Em um estudo publicado na revista científica “Aids Research and Therapy”, eles afirmam ter descoberto uma técnica que permite eliminar células contaminadas pelo vírus HIV.
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O método consiste em contaminá-las com um DNA viral, que faz com que a célula morra. O procedimento, que ainda não foi testado em humanos, não afetou as células que não estavam contaminadas. No entanto, os cientistas alertam que até aqui a técnica foi desenvolvida apenas em pequena escala.
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O melhor tratamento disponível atualmente, à base de medicamentos antirretrovirais, combate a replicação de células infectadas, mas não consegue eliminá-las.
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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Célula-tronco de dente repara córnea

Técnica desenvolvida no Instituto Butantã pode recuperar a visão de pacientes. Testes em humanos serão feitos a partir do mês que vem.

Pesquisadores do Instituto Butantã desenvolveram uma técnica para recuperar a visão de pacientes com lesão na córnea utilizando células-tronco extraídas da polpa do dente de leite. Os testes em seres humanos devem começar no próximo mês, em parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

"O tecido da córnea precisa ser constantemente renovado, pois as células se desgastam como as da pele", explica a biomédica Babyla Monteiro, responsável pela pesquisa. Essa manutenção, diz ela, é feita por uma região do olho chamada limbo, que fica em volta da córnea. "Mas quando a região límbica é afetada por um trauma ou uma doença, a córnea perde a capacidade de regeneração e se torna opaca, comprometendo a visão."

Quando o problema afeta apenas um dos olhos, é possível retirar células límbicas do olho saudável do próprio paciente para transplante, explica o oftalmologista da Unifesp José Álvaro Pereira Gomes, coautor do estudo. "Mas, quando os dois olhos são afetados, a opção hoje é recorrer a um doador. Mas sempre há risco de rejeição. Com as células-tronco do dente de leite, esse risco é muito menor."

As células da polpa do dente são incorporadas ao tecido ocular do paciente e recobertas por uma espécie de membrana feita de material semelhante à placenta. Elas então se adaptam ao tecido ocular e passam a atuar como células límbicas, reconstruindo a córnea degradada. A técnica vem sendo testada em animais desde 2006. Em março, os resultados foram publicados na revista Investigative Ophthalmology & Visual Science. "Agora vamos testá-la em voluntários que foram submetidos à cirurgia convencional, com células de um doador, mas não obtiveram sucesso, seja por rejeição ou por outro problema", diz Gomes.P

Disponível em: http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100817/not_imp596045,0.php

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

TURISMO: Leitor de livro digital não pagará impostos, diz Receita

A partir de 1º de outubro, o turista brasileiro que trouxer um leitor eletrônico de livro digital na bagagem não precisará pagar imposto.

Segundo publicado pela Agência Brasil, a Receita Federal informou que os leitores eletrônicos são considerados bens de uso pessoal, desde que não agreguem componentes que deixem o dispositivo com a mesma configuração de um computador.

Dessa forma, o produto poderá se beneficiar da Portaria 440, que entra em vigor em outubro e mudou as regras sobre os procedimentos de controle aduaneiro e o tratamento tributário a ser aplicado nos bens de viajantes, isentando de tributos os produtos considerados de uso pessoal, exceto computadores pessoais e filmadoras.

“Se ele for somente um leitor de livros e substituir o seu livro de cabeceira, é considerado bem de uso pessoal e vai entrar inclusive fora da cota. É diferente do iPad (misto de computador portátil e smartphone), que acessa a internet”, explicou o subsecretário de Aduana e Relações Internacionais, Fausto Vieira Coutinho.
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Leitores x tributos

A tributação dos leitores eletrônicos, criados, entre outras finalidades, para baratear e facilitar o acesso à leitura, bem como para diminuir os impactos ao meio ambiente, tem causado polêmica no Brasil. Isso porque, embora os livros tenham imunidade tributária, os leitores digitais não têm.

Recentemente, decisão da Justiça Federal em São Paulo concedeu mandado de segurança, com pedido de liminar, para que a Receita não exija o pagamento de quaisquer tributos aduaneiros para o produto chamado Kindle, produzido por uma empresa norte-americana. Entretanto, a decisão só beneficia uma pessoa.

“Para efeitos de bagagem, não interessa se o Kindle vai ser ou não livro. A questão do livro é porque ele tem imunidade tributária e eu não posso tributar. Se, no futuro, a Justiça determinar que o Kindle é um livro, a Receita não tributará”, disse Coutinho.
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Unesco lança a campanha "Um livro para uma criança no Haiti"


A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) lançou uma campanha de arrecadação de livros para as crianças haitianas. Por meio do projeto "Um Livro para Uma Criança no Haiti", doações são enviadas para os campos de deslocados internos da ilha caribenha.

A proposta da agência da ONU é um esforço de recomeçar o processo de aprendizado dos jovens do país, uma vez que escolas e bibliotecas foram destruídas pelo terromoto de janeiro.

Doações
A Unesco está coletando livros em francês (idioma oficial do Haiti) entre os funcionários, amigos e editores. No começo deste mês, um carregamento com 800 publicações foi enviado para a capital haitiana, Porto Princípe.

Os romances, contos e histórias em quadrinhos são oferecidos para crianças entre três e 17 anos de idade, como uma distração para amenizar a dura realidade enfrentada por eles e como uma oportunidade para a leitura.

Paris A agência também sugere aos pais e comunidades do Haiti a encorajar as crianças ao hábito da leitura e da escrita, para que eles não percam o que já haviam aprendido antes do terremoto.

A Unesco irá pedir ainda a estudantes de Paris, onde fica a sede da organização, para doarem livros no início do ano letivo, em setembro. Os jovens franceses poderão escrever mensagens de solidariedade nos livros doados.
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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Revista de História promove debate sobre a participação judaica no país

A trajetória dos judeus no Brasil é o tema do próximo debate promovido pela Revista de História da Biblioteca Nacional. O encontro será no dia 20 de julho, às 16h, no auditório da Biblioteca Nacional. O assunto é destaque também nas páginas da edição do mês da revista. Autor do artigo A Torá na Terra de Santa Cruz, o professor da Universidade Federal de Viçosa, Angelo Adriano Faria Assis, vai abordar a participação judaica no Brasil e o destaque que chegaram a ter em contraste com as pressões sociais e perseguições da Inquisição. Ele também vai apontar a origem de algumas crendices judaicas que se arraigaram na cultura popular brasileira. Além disso, será revelado o critério usado pelo governo Vargas para selecionar os imigrantes ideais para a formação do povo brasileiro. O autor do texto Pelas gerações futuras, o professor da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), Fábio Koifman, vai explicar o porquê de os judeus serem considerados “inassimiláveis” pelos então dirigentes.

No evento, com mediação do pesquisador da equipe da RHBN, Marcello Scarrone, serão distribuídos certificados de participação que poderão ser utilizados pelos alunos como horas de atividades complementares em suas universidades. E ao fim do encontro, será sorteada uma assinatura da RHBN com a duração de um ano. A série de debates tem, ainda, transmissão em tempo real, via Internet, no site
www.institutoembratel.org.br, através do link TV PontoCom. A Fundação Biblioteca Nacional está localizada na Rua México s/nº, Centro, Rio de Janeiro (acesso pelo jardim). A revista – Desde o lançamento em 2005, a Revista de História da Biblioteca Nacional oferece informação qualificada em artigos e matérias produzidos pelos mais importantes historiadores brasileiros. A publicação conta com a chancela e o rico acervo iconográfico da Biblioteca Nacional e com o patrocínio da Petrobras. O conteúdo integral de todas as edições também pode ser acessado no endereço www.revistadehistoria.com.br

Disponível em:
http://www.pletz.com/blog/revista-de-historia-promove-debate-sobre-a-participacao-judaica-no-pais/

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Os melhores games de futebol da atualidade

video

Chega ao Brasil novo livro da autora de "Crepúsculo"

Desde que a série de livros iniciada por “Crepúsculo” se tornou um dos maiores sucessos do mercado editorial recente, Stephenie Meyer é o centro das atenções. Qualquer nova obra da escritora é aguardada com grande ansiedade pelos fãs da saga de Bella e Edward, mesmo que esses personagens não sejam os protagonistas.

É o caso de “A Segunda Vida de Bree Tanner” (editora Intrínseca, R$ 24,90), o primeiro livro de Meyer desde 2008, quando lançou “Amanhecer”.

A trama, que acaba de ser lançada nas livrarias brasileiras, não é exatamente um livro da série – é mais um complemento da saga “Crepúsculo”. A história é narrada do ponto de vista da personagem Bree Tanner.
A trama mostra Bree e sua amizade com Diego, outro vampiro angustiado, em busca da verdade a respeito de suas origens. Mais uma vez, a narração é repleta de terror, ação e romance.
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sexta-feira, 11 de junho de 2010

Sai lista de indicados ao Prêmio São Paulo de Literatura 2010

Chico Buarque, João Ubaldo Ribeiro e angolano Ondjaki disputam prêmio.Composto por duas categorias, evento dá R$ 200 mil a seus vencedores.
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Foi divulgada no dia 29/05 a lista com os dez autores que concorrem às duas principais categorias do Prêmio São Paulo de Literatura 2010. O anúncio aconteceu durante III Festival da Mantiqueira, em São Francisco Xavier (SP).
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Entre os nomes que concorrem ao prêmio principal,o de “Melhor livro do ano” estão os de Chico Buarque, João Ubaldo Ribeiro e o do angolano Ondjaki. Já a categoria “Melhor Livro do Ano – Autor Estreante”, destaca os nomes de Carlos de Brito e Mello, Edney Silvestre, Ivana Arruda Leite, entre outros.
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Esta é a terceira edição do prêmio, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Cultura. Vencedores das duas categorias embolsam prêmio no valor de R$ 200 mil.
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O anúncio dos escolhidos ocorrerá em 2 de agosto no Museu da Língua Portuguesa, em São Paulo.
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Lista de indicados disponívem em:

"Livro discute se a internet está 'destruindo mentes"

Autor acredita que tecnologia tirou o pensamento aprofundado do homem.Ele desativou contas em redes sociais para criar a tese.Quando o autor Nicholas Carr iniciou as pesquisas para o livro que busca descobrir se a internet está destruindo as mentes das pessoas, ele restringiu seu acesso a e-mails e desativou suas contas no Twitter e no Facebook.
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Seu novo livro "The Shallows: What the Internet is Doing to Our Brains" ("O que a internet está fazendo com nosso cérebro") argumenta que os últimos avanços da tecnologia nos tornou menos capazes de pensamento aprofundado. Carr se descobriu tão distraído que não podia trabalhar no livro enquanto estava conectado.
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"Eu descobri que minha incapacidade de me concentrar é uma grande deficiência", disse Carr."Então, abandonei minhas contas no Facebook e no Twitter e reduzi o uso de e-mail de modo que eu apenas checava algumas vezes por dia em vez de a cada 45 segundos. Descobri que esse tipo de coisa realmente faz a diferença", afirmou ele.
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Depois de inicialmente se sentir "perdido" por sua súbita falta de conexão on-line, Carr afirmou que após algumas semanas foi capaz de se concentrar em uma tarefa por um período sustentado e, felizmente, conseguiu terminar seu trabalho.
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Carr escreveu um artigo para a revista Atlantic Magazine em 2008 em que trouxe a público a famosa dúvida "O Google está nos tornando estúpidos?" e resolveu estudar mais fundo como a internet altera nossa mente.
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O livro examina a história da leitura e aborda como o uso de diferentes mídias muda o cérebro. Explorando como a sociedade mudou da tradição oral para a palavra escrita e para a internet, ele detalha como a mente se reorganiza para se ajustar a novas fontes de informações.A leitura na internet mudou de forma fundamental a maneira como nós usamos o cérebro, segundo o autor.
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Encarando uma enxurrada de textos, fotos, vídeos, músicas e links para outras páginas, além de incessantes interrupções geradas por mensagens de texto, emails, atualizações no Facebook, tweets, blogs e feeds RSS, nossa mente se acostumou a navegar e a escanear informações.
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Como resultado, desenvolvemos habilidades na tomada de decisões rápidas, particularmente as baseadas em estímulos visuais, afirma Carr. Mas, agora, a maioria de nós lê com pouca frequência livros, ensaios longos ou artigos que nos ajudam a concentrar e sermos mais introspectivos e contemplativos, diz o autor.
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Para Carr, estamos nos tornando mais como bibliotecários, capazes de encontrar rapidamente informações e perceber quais são as melhores, do que acadêmicos que são capazes de digerir e interpretar a informação.
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A falta de foco afeta a memória de longo prazo, levando muitas pessoas a se sentirem distraídas, afirma o autor.
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"Nunca ativamos as funções mais profundas, interpretativas de nosso cérebro", disse ele.Para ilustrar esse ponto, ele compara a memória de curto prazo a um dedal e a de longo prazo a uma grande banheira. Ler um livro é como encher a banheira com água a partir de um fluxo constante de uma torneira, com cada porção de informação sendo construída a partir da anterior.
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Em contraste, a internet é um conjunto infinito de torneiras abertas ao máximo, nos deixando tomados de porções pequenas de informações desconexas para encher a banheira, o que torna mais difícil para a mente fazer as conexões necessárias que permitiriam seu uso posteriormente."
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O que estamos perdendo é todo um conjunto de outras habilidades mentais, aquelas que requerem não a mudança de nosso foco, mas a manutenção dele sobre um ponto", disse o autor. "Contemplação, introspecção, reflexão, não há espaço ou tempo para isso na internet".
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Carr sustenta que durante séculos os livros protegeram a mente da distração, concentrando o foco em um assunto por vez.
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Mas com aparelhos como Kindle e iPad, que incorporam leitores de livros digitais a browsers de internet, se tornando comuns, Carr afirma que os livros também vão mudar.
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"Novas formas de leitura sempre exigem novas formas de escrita", diz ele.
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Se os escritores atuam em uma sociedade que é cronicamente distraída, eles inevitavelmente vão desistir de argumentos complexos que requerem atenção contínua para escreverem pequenas quantidades de informação.
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Carr tem uma sugestão para aqueles que sentem que navegar pela internet os deixou incapazes de concentração: reduza o ritmo, se afaste da internet e pratique as habilidades de contemplação, introspecção e reflexão.
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sexta-feira, 28 de maio de 2010

Feira do livro 2010

Uma manhã repleta de atividades de lazer para toda a família é como será a Feira do Livro e a Mostra de Projetos da Educação Infantil do Colégio I.L. Peretz.
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Além de estimular o hábito da leitura e apresentar os trabalhos produzidos pelas crianças sob o tema “Movimento, sons e cores no Circo”, a magia do circo encantará os ambientes da escola, com oficina de malabaristas e equilibristas, apresentações circenses, atividades recreativas, praça de alimentação com falafel e doces.
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Haverá também torneio de futebol, oficina de pipas, cooking class, chug (oficina judaica), bate-papo sobre futebol e olimpíadas com Benjamin Back, premiação do “3º Concurso Literário Meyer Joseph Nigri”, encontro com autores, como Claudio Thebas e Heloísa Pietro, entre outras atrações imperdíveis. Compareça!
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Quando: 30 de maio
Horário: 10h às 14h
Onde: Colégio I.L. Peretz - R. Madre Cabrini, 175 - Ed.Infantil


Novos títulos de DVD no acervo áudio visual da Midiateca

diálogo em inglês e francês, legendado em inglês, francês e espanhol.
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Olimpíadas de Munique, 1972. Um grupo de palestinos invade o alojamento dos atletas israelenses, dando início a um sangrento atentado. Depois de muita tensão, os radicais e mais 11 atletas judeus são mortos. A primeira ministra de Israel, Golda Meir, convoca a cúpula do seu governo...


diálogo em inglês e português, legendado em português.
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Três anos depois do final da II Guerra Mundial, Dan Haywood (Spencer Tracy), um juiz aposentado americano, tem uma árdua tarefa, a de presidir o julgamento de quatro juízes nazistas, que usaram seus cargos para permitir e legalizar as atrocidades nazistas contra o povo judeu, durante a II Guerra. A pressão política...


diálogo em inglês e português, legendado em inglês português e espanhol
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Oliver Stone recria a poderosa e verdadeira história de Alexandre o Grande. (Colin Farrell), que no quarto século antes de Cristo havia conquistado a Grécia, a Pérsia, o Afeganistão e a Índia - ou seja, 90% do 'Mundo Conhecido' até então. Mesmo tendo enfrentado grandes exércitos ...


diálogo em português, legendado em inglês, espanhol e português
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23 Anos em 7 Segundos - O Fim do Jejum Corinthiano" narra a saga histórica do clube alvinegro na conquista do Campeonato Paulista de 1977, depois de 23 anos de espera. Com relatos emocionantes e cenas inéditas, o filme traz depoimentos de...


diálogo em inglês e português, legendado em inglês e português

A Lista de Schindler, de Steven Spielberg , é uma obra-prima do cinema e um dos filmes mais premiados de todos os tempos. O filme apresenta a história real do enigmático Oskar Schindler, membro do partido Nazista e bon vivant que lucrava com a guerra, que salvou a vida de mais de 1100 judeus durante o holocausto. É o triunfo de um homem que fez...



Aumente seu Q.I


HERCUN, Deborah (Org.); KUHL, Martha. Aumente seu QI: testes desafiadores para desenvolver sua capacidade mental. São Paulo: Marco Zero, 2004. 208 p., il., 28 cm. ISBN 9788527903646.
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Aumente seu QI traz várias questões para exercitar a inteligência e a imaginação. Instigante e ao mesmo tempo divertido, o livro está dividido em 20 seções com níveis de dificuldade progressiva. Os problemas são apresentados de forma que o leitor, ao solucioná-los, vá desenvolvendo seu poder de concentração e aprendendo a observar desafios sob novos ângulos. Há muitos testes para passar o tempo em Aumente seu QI! O livro, além de estimular a capacidade intelectual e a memória, é um entretenimento garantido para leitores de todas as idades: para jovens, vestibulandos, pessoas que estão em busca de emprego, e também para o público da 3ª idade.
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DÍSPONÍVEL PARA EMPÉSTIMO NA MIDIATECA

Lançamento disponível na Midiateca

RAJCHMAN, Chil; WIEVIORKA, Annette. Eu sou o último judeu: treblinka (1942 - 1943). Tradução de André TELLES. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2010. 149 p., 21 cm. ISBN 9788537801994.

Nenhum campo de extermínio foi tão longe na racionalização do assassinato em massa quanto Treblinka. Lá, cerca de 750.000 judeus foram mortos. Apenas 57 sobreviveram. Chil Rajchman foi um deles. Por dez meses, sobreviveu ao absoluto terror. Carregou cadáveres em decomposição. Extraiu dentes dos mortos para que os nazistas aproveitassem o ouro, lavando-os em vasilhas cujos restos de água sanguinolenta mataram a sede de outros prisioneiros. Testemunhou suicídios, empalamentos, centenas de execuções. Foi chicoteado diariamente, teve tifo, sarna. Em agosto de 1943, Chil e outros prisioneiros conseguiram pôr em prática um plano de revolta. Ele foi um dos últimos judeus a escapar de Treblinka. Seu relato avassalador e detalhado, escrito ainda durante a guerra e até agora inédito, vem a público acompanhado por fotografias, mapas e a planta do campo de extermínio. Um importante testemunho do que preferíamos esquecer, mas não podemos.


Na escola, Pessoa já era bom em línguas

Em duas temporadas em colégio de elite, poeta, ainda jovem, demonstrava interesse pelo ambiente literário Segundo historiador Hubert Jennings, Pessoa não gostava de esportes e sofria com agressões de colegas de turma.
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"Excelente. O garoto tem grande habilidade e tem feito um trabalho esplêndido no semestre." O garoto é Fernando Pessoa, aos 12 anos, e o comentário, no boletim datado de dezembro de 1900, é do diretor da Durban High School, Wilfrid Nicholas.
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Nicholas, apreciador de latim, grego e cultura clássica, desenvolveu interesse especial pelo garoto prodígio. Alguns estudiosos afirmam que ele foi inspiração para um dos heterônimos do poeta, o classicista Ricardo Reis.
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No boletim do segundo semestre de 1900, o menino tem conceito "muito bom mesmo" em aritmética e latim, "excelente" em francês e "muito bom" em inglês, história e redação.
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Mas a nota em aritmética despenca no semestre seguinte, o da primeira metade de 1901. O desempenho é considerado "fraco e errático", talvez um sintoma de que o futuro poeta já mostrasse desinteresse por disciplinas sem ligação com o mundo da literatura.
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Em seu livro sobre Pessoa, o historiador Hubert Jennings (já morto), ele próprio um ex-aluno da escola, afirma que o poeta não era chegado a esportes e sofria com o "bullying" (agressões) de colegas. Seu interesse maior era pelo estimulante ambiente literário, repleto de grupos de estudos e debates.
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Na edição de dezembro de 1904 da revista da escola, a "Durban High School Magazine", Pessoa publicou um longo ensaio sobre o poeta britânico Thomas Macaulay (1800-1859). Ao fim do artigo, assina "F.A. Pessôa".
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O poeta passou ali duas temporadas: 1899-1901 e 1904-1905. Na época, havia 200 estudantes -hoje, são 900. O colégio funciona ainda no mesmo endereço, mas onde era a sala do diretor, hoje um pátio, foi erguido um busto de Pessoa.
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"É proposital, para que ele fique sempre olhando para seu mentor", diz Jeremy Oddy, arquivista da escola.Visitantes distraídos teriam dificuldade em reconhecer o poeta, esculpido sem óculos e chapéu. "Óculos numa estátua não iriam durar muito num lugar com tantos garotos", diz Oddy.
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Uma placa, pinturas e um mural de azulejos, com alguns de seus versos mais conhecidos, traduzidos para o inglês, adornam as paredes do colégio.
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A Durban High School, fundada em 1866, perdeu o caráter elitista da época do poeta. Hoje, há também negros, mestiços e indianos.
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Mas algumas tradições se mantêm: apenas meninos podem estudar ali. Todos vestem uniforme com gravata. Ao verem um professor, repetem "sir".

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Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq2605201011.htm

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Dica de leitura: Gabriela Ripper Naigeborin - 8 ano A

A série de livros “Percy Jackson” é ótima.
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A história é emocionante e bem pensada, faz o leitor ter vontade de chegar na última página a cada leitura.
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Cada capítulo é de tirar o fôlego, uma mistura de ação e suspense. O final da história é sempre uma surpresa diferente, recheada de ação e aventura. O melhor é que a história envolve a mitologia grega, tornando-o criativo, misterioso e também engraçado.
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Na minha opinião, a história é ótima, os personagens tem características marcantes contadas pelo narrador de um jeito diferente.
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Aos poucos o leitor se entrega à narrativa, torcendo para que os personagens agora já conhecidos e familiarizados completem a sua missão e alcancem seu objetivo.
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Definitivamente, Percy Jackson é uma das melhores leituras que já fiz!

Digitalização de livros aumenta no mundo

No Brasil, as bibliotecas na internet contribuem para a democratização da informação. O livro ainda não acabou, prateleiras de bibliotecas e livrarias continuam abarrotadas e nem o anúncio do sedutor iPad fez caírem os índices da lista dos mais vendidos do New York Times.

Mas há, sim, uma batalha travada silenciosamente na galáxia do livro impresso. Enquanto se discute por aí se e-books vão substituir o papel, uma indústria paralela se prepara para digitalizar a maior quantidade de livros possível e coloca em pauta a mais importante das discussões sobre a ligação entre tecnologia e acesso à informação. Disponibilizar o conhecimento na web é democratizar a informação, mas como fazê-lo? E nesse campo de batalha há pelo menos dois fronts bem definidos. De um lado está a lógica comercial, que aceita o risco de burlar os direitos autorais. Do outro, as instituições apegadas à ética da preservação do objeto e seu autor.

Nos Estados Unidos, a Google passou por cima das leis de direitos autorais e digitalizou 12 milhões de livros. O que não está em domínio público fica indisponível na web, mas permanece integralmente armazenado nos discos rígidos da empresa para futura comercialização. Em Paris, a Biblioteca Nacional da França (BNF) criou o Gallica, sistema que armazena, online, mais de um milhão de livros e documentos.

O Brasil ainda engatinha nessa trilha.O projeto mais expressivo começou a ser realizado na Universidade de São Paulo (USP) no ano passado. A instituição disponibilizou na web 1.200 volumes da coleção de 40 mil títulos doada por José Mindlin em 2006.

A biblioteca digital intitulada Brasiliana pode ser consultada por qualquer pessoa com acesso à internet e é um braço de projeto mais amplo que envolve a construção de um prédio para receber o acervo de Mindlin.

O projeto de digitalização conta com financiamento de R$ 1,8 milhão do Ministério da Cultura e da Fapesp. Quase nada se comparado aos 14 milhões de euros anualmente destinados ao projeto da francesa Gallica. Na França, toda compra de equipamentos audiovisuais implica o pagamento de imposto reservado para a digitalização do acervo da BNF.Para montar a Brasiliana, a USP conta com um scanner robótico único na América Latina. Dotado de braço mecânico, o equipamento tem capacidade para digitalizar 2.400 páginas por hora. "Mas não estamos conseguindo atingir essa meta porque temos livros raros, delicados.

Tenho conseguido colocar três livros novos por dia", conta Pedro Puntoni, diretor da Brasiliana. A intenção é colocar online todo o acervo livre de direitos autorais, aqueles livros que já estão em domínio público.

Políticas sólidas

Também em São Paulo, a Mario de Andrade, maior biblioteca pública do país, amarga a falta de políticas sólidas para o livro na era digital. Entre 2000 e 2006, a instituição conseguiu disponibilizar apenas 200 obras raras e quatro mil do acervo de 3,3 milhões de itens.

"É pouco. Mas temos projetos para digitalizar livros raros sobre o Brasil, são projetos que mandamos para a Fapesp", conta a bibliotecária Joana Moreno de Andrade, responsável pela seção de obras raras.

No Rio de Janeiro a situação traz um alento. Desde 2006, a Biblioteca Nacional (BN) tem laboratório próprio e equipe de oito pessoas para digitalização do acervo. O financiamento vem de instituições estrangeiras como a Unesco, a Mellon Foundation e a brasileira Finep. "A digitalização tem dois objetivos: acesso e preservação", diz Angela Bitencourt, coordenadora da Biblioteca Digital da BN. "Visamos democratizar o acesso à coleção, que representa a memória documental do país. É uma digitalização feita com mais cuidado, a captura tem que ser feita em qualidade alta para que esse arquivo digital possa ser cópia fiel do original." No site, o usuário tem acesso a 30 mil itens, entre eles cinco mil áudios e oito mil imagens.

Brasília no começo

A Biblioteca Central da Universidade de Brasília (BCE/UnB), a maior da cidade, não tem projetos de digitalização do acervo físico de 500 mil livros. "Digitalizamos apenas as dissertações ainda em formato impresso e a produção dos pesquisadores. Nosso acervo de livros não está digitalizado nem vai estar tão cedo por causa do volume e do custo, que é muito alto", avisa Sely Costa, diretora da instituição.
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A Biblioteca do Senado Federal é a única da cidade engajada em um programa de digitalização. É possível consultar em rede 180 das quatro mil obras raras da instituição. São mapas e relatos dos séculos 18 e 17, documentos históricos como a Nova orbis, que narra a expedição de Joannes de Laet à América e foi publicado em 1633.

"Nossa capacidade varia de acordo com a qualidade dos documentos. Obras raras têm que ter manuseio cuidadoso, mas fazemos de seis mil a sete mil páginas por mês e o projeto começou em agosto de 2009", conta o bibliotecário André Luiz Lopes. Já na Biblioteca Nacional Leonel Brizola, nem mesmo o acesso ao acervo físico está liberado para os usuários.

Curiosidades online

Biblioteca Digital do Senado
Documentos e relatos sobre a expedição Cruls, cartas trocadas entre Dom Pedro I e Dom João VI na época do Brasil Império.

Biblioteca Brasiliana USP
É a única biblioteca pública no Brasil cujo acervo possui cinco livros de Francisca Júlia, poeta paulistana do início do século 20 importante para a história da literatura na cidade. A Brasiliana também colocou online toda a poesia de Vinicius de Morais, depois de um acordo com a família do compositor, que liberou os direitos autorais.

Biblioteca Digital da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
A coleção de mais de duas mil fotografias da imperatriz Maria Thereza Chirstina está disponível no site. Cada imagem vem acompanhada de fichas detalhadas sobre a foto.

Livro Perigoso para Garotos

A despeito do nome, O Livro Perigoso para Garotos é uma das leituras mais proveitosas que você pode oferecer ao garotinho da sua casa. Está certo que os autores, os irmãos ingleses Conn e Hal Iggulden, ensinam a fazer umas engenhocas pouco ortodoxas, como atiradeira e arco-e-flecha, mas são mais de 300 páginas determinadas a colocar a criançada em contato com as brincadeiras de antigamente e com atividades pra lá de lúdicas.
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Quem é pai e mãe vai notar um tom meio nostálgico no livro, que remete aos tempos em que era seguro brincar na rua. Por exemplo: você lembra do carrinho de rolimã? O Livro Perigoso para Garotos tem um passo a passo de como construir um. Mas o livro não segue uma ordem por temas ou coisa assim. Os capítulos de “faça você mesmo” estão entremeados com dicas de gramática, história, jogos.
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Enfim, uma miscelânea de temas.Ainda que seja um livro inglês, a edição brasileira (da Galera, selo jovem da Record) recebeu adaptações importantes para a nossa cultura. Assim, por exemplo, o capítulo que trata de livros que todo garoto deveria ler tem Capitães de Areia, de Jorge Amado, além citações de autores como Pedro Bandeira e Monteiro Lobato.
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E olha só que interessante: o capítulo de frases famosas, na edição brasileira, é dedicado a Machado de Assis. Na edição inglesa, é Shakespeare o dono das frases de efeito. Mapas do Brasil ao longo da história do país, guerras e batalhas tupiniquins entre as mais famosas, citação da Jovem Guarda, Legião Urbana, entre outras bandas verde-amarelas em meio aos destaques do rock mundial.
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Assim como as dicas do livro, o cenário cultural apresentado no livro é eclético. Vai de indicação de filmes, passando por livros e discos e chega nos joguinhos de papel (forca, jogo-da-velha, stop, etc. Lembra?). As mães mais superprotetoras podem se espantar um pouco com o equipamento básico que todo garoto deve ter sempre à mão, estampado já no primeiro capítulo: fósforo, canivete, anzol.
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Pois isso mostra que o livro não pretende ser um manual de boas maneiras. Mas também não se propõe o contrário. Exemplo disso é o capítulo destinado às meninas, que, em resumo, diz que as representantes do sexo feminino precisam sim ser muito bem tratadas.
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Ah, sim, o livro também traz uns conselhos como “não se gabe, seja honesto, seja leal”. Ou seja, ao mesmo tempo que é anacrônico, tem lá seu tom politicamente correto.Se você gostou da proposta do livro, mas tem em casa uma menina travessa, tudo bem. Inspirado em "O Livro Perigoso para Garotos", a editora Galera publicou também "O Livro das garotas audaciosas. Esse eu não li, mas, algumas pessoas já me disseram ser também uma saudável dica de leitura.
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SE VOCÊ SE INTERESSOU POR ESTE LIVRO, A MIDIATECA DISPÕE DE UM EXEMPLAR PARA EMPRÉSTIMO.

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Aprenda a proteger a sua rede Wi-Fi


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A coluna de tecnologia do Jornal da Globo, vai ensinar como se proteger de invasões.

Segura peão que a Conecte desembarcou no interior. Estamos em Agudos, a 330 quilômetros de São Paulo.

Nem os computadores desta pacata cidade estão livres dos mais perigosos ataques virtuais.Os hackers invadem qualquer rede Wi-Fi.

Mas o que é Wi-Fi?

É sem fio. Wireless, em inglês. Um símbolo escrito "WI-FI" significa que você está em um hotspot, ou seja, na área de cobertura de uma antena de rádio que transmite o sinal da internet. Se tiver um receptor desse tipo de freqüência no seu computador, pronto. Você está conectado. Bem, isso se o dono da antena deixar.

Mas, se ele não deixar? Será que pessoas estranhas conseguem entrar na rede?

Sim, é ilegal, mas conseguem. Tudo vai depender se o seu Wi-Fi está aberto ou fechado com segurança.

Na farmácia do Sérgio Alcarde, lá em Agudos, não tem remédio que dê conta de uma invasão.

“Tem (informação sigilosa no computador). Dados e arquivo de acesso ao banco ficam ali também”, afirmou o farmacêutico.

Para provar que ele corre perigo, Filipe, Consultor em Segurança Eletrônica entra em ação. Ele vai invadir a rede e o computador da farmácia. A primeira facilidade logo é detectada: a rede tem uma proteção simples: o Wep.

Wep é um programinha de criptografia que esconde toda informação que entra ou sai do computador pela rede. O problema é que, com o tempo, descobriu-se que ele não é tão seguro assim.

“Você instala um mecanismo de segurança, só que na verdade esse mecanismo de segurança é burlado. Então, isso cria até uma falsa sensação de segurança”, constatou Filipe.

Em menos de cinco minutos, Filipe tem acesso à rede e começa a capturar informações.

“Começou está vendo? Os nossos dados como estão subindo rápido agora”, observou.

Os dados vão para um programa que quebra senhas. O resultado não demora.

“A gente vai pegar, então, esses dados que foram gerados. Ele vai pedir para gente qual é a rede que a gente está querendo, a gente vai pegar aqui da farmácia e vai tentar quebrar. Pronto, já quebrou para gente”, disse o Consultor em Segurança Eletrônica.

Filipe mostra como é fácil roubar informações do computador. Ele faz um screen shot. É como se ele tirasse uma fotografia da tela da máquina que acabou de invadir.

“Ele poderia estar conversando no MSN ou mandando e-mail que não queria que ninguém soubesse. Poderia acessar qualquer coisa”, explicou o consultor.

Em plena avenida Paulista, nós conseguimos localizar pelo laptop pelo menos 20 redes sem fio conectadas e, acredite, mesmo este sendo o centro financeiro do Brasil, quiçá da América Latina, vemos que algumas estão absolutamente desprotegidas.

São empresas de grande porte que podem correr perigo.

“O risco que as empresas correm é primeiro que você acesse uma rede wireless desprotegida e, através dela, você consiga atacar ou prejudicar outras empresas. Também pode permitir acesso a dados confidenciais dessa empresa que estão sendo trabalhados”, afirmou o gerente de Desenvolvimento de Negócios de Segurança da Cisco para a América Latina.

É simples minimizar os riscos na empresa ou em casa. Primeiro, é preciso criar uma senha de acesso à rede: quanto maior, melhor. Segundo: usar o protocolo de segurança Wpa2, que oferece uma blindagem melhor do que a Wpa é bem maior que o Wep.

“A maioria dos equipamentos já vêm com esse dispositivo embutido na máquina”, disse o consultor de segurança Daniel Garcia.

O manual do roteador dá o passo a passo para configurar de, graça, o Wpa2.

No Windows 7 e Vista, por exemplo, basta abrir o painel de controle e depois o centro de rede e compartilhamento. Clicar em "gerenciar redes sem fio" na barra da esquerda. Todas as redes sem fio detectadas vão aparecer e, ao lado do nome da rede, entre parênteses, o grau de segurança.

Se a sua rede estiver aberta ou protegida por Wep ou Wpa, clique com o botão direito no nome da rede, depois em propriedades. Ali escolha a opção segurança e modifique o tipo para Wpa2. Pronto. Desse jeito, ninguém invade o seu computador para cometer crimes cada vez mais comuns no Brasil.

“É claro que o Brasil está um pouco atrás das outras nações mais desenvolvidas, porque nós não temos uma legislação específica no combate a crimes por meios eletrônicos. Nós temos que avançar muito nesse campo ainda”, declarou o delegado José Mariano de Araújo.

Enquanto o campo está minado, o bom mesmo é se proteger.

Disponível em: http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2010/04/aprenda-se-proteger-dos-hackers.html

Resultado da enquete

A Midiateca abriu para votação entre 09.04 a 09.05 uma enquete no blog fazendo aos seus leitores a seguinte pergunta:
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Em sua opinião o livro digital vai acabar tomando o lugar do livro impresso?

RESULTADO
Total de votos: 68


29.4% - SIM
60.3% - NÃO
10.3% - TALVEZ
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Mesmo com tanta tecnologia e equipamentos como o Kindle, Ipad, Sony reader entre outros que estão chegando no mercado, alguns dos nossos leitores acreditam que o livro impresso continuará sendo o velho e bom companheiro em suas leituras.

Google vai começar a vender livros digitais até julho

O Google vai começar a vender livros digitais no final de junho ou início de julho, disse um representante da empresa nesta terça-feira, abrindo espaço para uma batalha da gigante da internet com a Amazon.com e a Apple. Chris Palma, que trabalha com o desenvolvimento de parcerias estratégicas para o Google, anunciou o cronograma em um painel sobre os planos do Google patrocinado pelo Grupo de Estudo da Indústria do Livro em Nova York. O evento, que aconteceu nos escritórios da Random House em Nova York, tem o tema "O livro no Google: O futuro do mercado editorial está nublado?".

O Google tem discutido suas visões sobre a distribuição de livros online há mais de um ano. A empresa tenta se diferenciar de operadores como a Amazon.com ao permitir que os usuários acessem livros de um grande leque de sites usando vários aparelhos.

O Google diz que seu novo serviço - batizado de Edições Google - permitirá que os usuários comprem cópias digitais de livros que eles encontram por meio do serviço de busca. Também vai permitir que livrarias vendam as Edições Google em seus próprios sites, ficando com a maior parte da renda. O Google ainda precisa divulgar detalhes sobre preços e que editoras devem participar.

O projeto é a tentativa do Google de entrar de vez no mercado de distribuição de trabalhos atuais e de catálogos antigos, que representam a maior parte das vendas do setor. Separadamente, a gigante da busca está tentando ganhar os direitos para distribuir milhões de livros de edições esgotadas por meio do seu acordo de livros digitais com autores e editoras. O juiz da Corte Distrital dos Estados Unidos Denny Chin deve analisar esse caso em breve.
As informações são da Dow Jones.

Cada um com o seu: E-books e literatura digital














Na briga pelo melhor aparelho leitor de livros eletrônicos, as defesas costumam ser apaixonadas. Optar por investir em um equipamento que vai ser seu companheiro de leituras é escolha complicada. As opções ainda são caras e dependem de uma série de fatores como a disponibilidade de lojas virtuais. O Informátic@ conversou com adeptos do Kindle, do iPad e do Sony Reader, para saber quais as vantagens de cada um.

Por que ter...

KINDLE
“Eu amo o meu Kindle porque ele facilitou muito a vida. Eu tenho a versão 3G, que baixa os livros muito rapidamente. Já comprava as edições impressas na Amazon, mas com o Kindle é mais rápido e as edições saem muito mais em conta. Passar arquivos em .PDF para ele, via cabo, também é ótimo. Para quem lê muito, principalmente em inglês, é excelente. O e-ink (tecnologia que imita o contraste do papel) é genial, não vejo mesmo diferença entre o impresso e a tela do Kindle: a olho nu é perfeitamente igual. A falta de figuras não me incomoda porque já tem muito tempo que eu não leio um livro com figuras. Quando leio, também gosto de me concentrar, não preciso ler e-mail ou papear no Messenger, então não me incomoda o fato de ele ser dedicado exclusivamente à leitura.”
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Gabriela Ruic, jornalista
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O preço da edição internacional do Kindle na Amazon.com, custa em média R$ 600, sem contar impostos e frete. Os livros saem, em média, por R$ 20.
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IPAD
“No iBooks (o aplicativo da Apple para leitura de livros digitais no iPad) eu não achei livros em português, mas o acervo de títulos em inglês tem coisas muito bacanas. Gosto da tela em cores, que é bacana no caso de livros com imagens. A grande vantagem é que você consegue fazer anotações, quando está lendo um livro para uma pesquisa de trabalho. Se tiver uma dúvida e quiser pesquisar, no mesmo aparelho dá para acessar a internet. É como se o seu livro ganhasse vida. A questão da leitura onde quiser é a melhor função pro iPad – ler noticiário on-line e blogs na cama é muito bom, porque é confortável, é leve, é portátil. A duração da bateria é realmente sensacional, já durou até cinco dias. E se você coloca a luminosidade no mínimo, fica muito macia a leitura, é muito confortável”
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Gabriel Azevedo, empresário

SONY READER
"Eu comecei a ler muito mais, para te falar a verdade, depois que comprei o Sony Reader. Lido com arquivos em .PDF o tempo todo e ele é compatível com o formato. A leitura na tela é muito confortável, porque ela não emite luz. Dá para passar horas lendo, sem desconforto nenhum. Além da e-Book Store, existem vários sites em que é possível encontrar livros, ensaios, teses e muitas outras leituras que nem estão à venda. Quando comprei, ele veio com 250 clássicos em inglês, que são excelentes releituras. E o recurso mais bacana é a canetinha, que permite fazer anotações no próprio arquivo. Recebi a arte do meu próximo livro nele, fiz as marcas necessárias e já devolvi para editora, sem precisar imprimir. Isso é incrível.
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Éder Santos, cineasta
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LIVROS EM PORTUGUÊS
O cool-er, leitor eletrônico que a editora Gato Sabido vende no Brasil, custa a partir de R$ 750, com capa de neoprene. Lê em e-Pub (o formato definido como padrão pelo International Digital Publishing Forum (IDPF) e em .PDF. Também exibe arquivos em .JPG e .TXT, entre outros, em tela que imita o contraste do papel, com tecnologia e-ink. Promete ser 45% mais leve que outros leitores digitais e é disponível em várias cores. O acervo em português é a grande vantagem.
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sexta-feira, 7 de maio de 2010

Os cinco livros mais retirados na Midiateca no mês de abril

SHAKESPEARE, William. Macbeth. Brasil: Cengage Learning, 2009. 144 p., il., 24,5 cm. ISBN 9781424028702.

ASSIS, Machado de. Dom Casmurro. 2 rev. e atual. São Paulo: Ediouro, 2001. 296 p. (Prestígio). ISBN 8500005734.
(2º mês consecutivo!)

FRANK, Anne. O diário de Anne Frank. 13. ed. Rio de Janeiro: Record, 2000. 315 p.

RIORDAN, Rick. A maldição do Titã. Tradução de Raquel ZAMPIL. Rio de Janeiro: Intrínseca, 2009. v. 3. 335 p., 21 cm. (Percy Jackson e Os Olimpianos; v. 3). ISBN 9788598078588.

BANDEIRA, Pedro. A marca de uma lágrima. 60. ed. São Paulo: Moderna, 1991. 94 p. (Veredas). ISBN 8516002616.

Empresa israelense é a fornecedora de tecnologia para Projeto Natal

Uma startup israelense saiu de trás da cortina na quarta-feira (31/3) e revelou-se como o fornecedora de tecnologia para o Projeto Natal da Microsoft, o sistema de controle de movimento do Xbox 360. A PrimeSense, uma empresa de design de chips com sede em Tel Aviv, forneceu a tecnologia do sensor 3D usado no controle que deixará os jogadores controlarem um avatar na tela por meio de movimentos do corpo, tais como chute, socos ou salto. Segundo a Microsoft, o controle estará à venda até o final de 2010.
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Diferentemente do Nintendo Wii, o Project Natal não exige que os jogadores utilizem um controle para jogar. Em vez disso, usa uma pequena câmera 3D e uma tecnologia semelhante à do infravermelho para criar uma imagem 3D do jogador e dos objetos ao redor dele para, em seguida, detectar os movimentos do gamer dentro desta cena. "Nós estamos vendendo o chip para cada sistema Natal e também licenciamos o design de referência para o sensor 3D como um todo", disse o CEO da PrimeSense, Inon Beracha, em entrevista por telefone. Ele se recusou a dar mais detalhes sobre o relacionamento entre as empresas e um comunicado conjunto das companhias trouxe bem pouca informação adicional.
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Parece provável, no entanto, que a Microsoft exija direitos exclusivos para usar a tecnologia PrimeSense em sistemas de jogo, pelo menos por um tempo limitado, para dar-lhe uma vantagem sobre outros fabricantes de console. De acordo com o diretor de pesquisa do Envisioneering Group, Richard Doherty, acordos dessa natureza tendem a ser exclusivo por meses, às vezes anos.
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Isso não significa que a tecnologia de controle de movimento da PrimeSense não pode ser utilizada em outros produtos não relacionado a jogos. Beracha diz que a empresa trabalha com fabricantes de televisores, set-top boxes e "PCs para sala de estar", e que os produtos com a tecnologia devem surgir a partir do final de 2010. A PrimeSense mostrou sua tecnologia por trás de portas fechadas na Consumer Electronics Show, em Las Vegas em janeiro.
Mesmo que o acordo exija exclusividade, isso não significa que a Nintendo e a Sony não tenham opções. Existem diversos vendedores que poderiam, por meio de parcerias, desenvolver tecnologias similares, incluindo a californiana Canesta.
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Além disso, fabricantes de consoles também têm trabalhado em tecnologia próprias. O controlador da Sony, por exemplo, usa a câmera PlayStation Eye do console para rastrear os movimentos. "Eu não descartaria a possibilidade da Sony muito em breve ser capaz de fazer muito, ou tudo, do que o Natal da Microsoft pode fazer", disse Doherty.
Mas algumas questões permacem sem resposta, lembrou Doherty, incluindo quantos jogadores serão capazes de usar o Natal simultaneamente e a data efetiva de seu lançamento.
Um porta-voz da Microsoft reiterou que o Project Natal fecha até o final do ano e se recusou a comentar os termos do acordo com a PrimeSense.
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A PrimeSense foi fundada em 2005 e tem 92 funcionários, a maioria engenheiros e já anunciou planos expandir para 120 colaboradores até o final do ano.
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Disponível em: http://pcworld.uol.com.br/games/2010/04/01/empresa-israelence-e-a-fornecedora-de-tecnologia-para-projeto-natal/

O passado e o futuro do livro – e do ideal iluminista de torná-lo acessível a todos – são examinados em ensaios pelo diretor da biblioteca de Harvard


CENTRO DO SABER: Biblioteca Pública de Nova York: bem mais do que um depósito de livros

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Desculpe se o que estou dizendo parece cheio de santimônia", diz o historiador americano Robert Darnton, 71 anos, depois de uma apaixonada defesa da atualidade do livro em papel. Ao longo de sua entrevista a VEJA (veja o quadro abaixo), Darnton esboçou várias desculpas do mesmo teor: seu tom estaria muito sentencioso, ou até mesmo pio, como o de um pregador religioso. É compreensível. Darnton é uma autoridade na história do livro, autor de O Iluminismo como Negócio e Edição e Sedição, entre outros estudos fundamentais sobre o mercado livreiro na França do século XVIII – e sua relação com o explosivo contexto político que culminaria na Revolução de 1789.
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O objeto de seus estudos propicia o tom elevado: veículo de vários textos sagrados, o livro é também o centro de um certo culto laico, celebrado em bibliotecas como a da Universidade Harvard, da qual Darnton é diretor. Mas o historiador não se vale dessas metáforas religiosas: nos termos do Iluminismo do século XVIII, ele prefere falar na República das Letras – um país desprovido de fronteiras, no qual todos, leitores e autores, poderiam discutir e trocar ideias sem censura ou restrições. A internet, com sua capacidade inaudita de divulgar textos e imagens, tem, sem dúvida, o potencial de expandir essa república virtual – e Darnton examina essas possibilidades ao mesmo tempo com entusiasmo e ponderação em A Questão dos Livros (tradução de Daniel Pellizzari; Companhia das Letras; 232 páginas; 42,50 reais), coletânea de ensaios recém-lançada no Brasil."Este é um livro sobre livros, uma apologia descarada em favor da palavra impressa e seu passado, presente e futuro", anuncia a introdução da obra.
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Consumado rato de arquivos (em um dos ensaios, ele relata a experiência de ler, na íntegra, o arquivo de 50 000 cartas referentes aos negócios de uma editora franco-suíça do século XVIII), Darnton é amante do papel, do prazer visual e tátil que se extrai do contato com um livro (em particular, com obras antigas e raras). Ele aposta na sobrevivência do códice, o formato de livro que surgiu em torno do século III – com páginas que são viradas, e não desenroladas, como nos rolos de pergaminho que até então conservavam a palavra escrita – e alcançou um público leitor cada vez maior a partir da invenção da imprensa, na década de 1450. Será simplista, argumenta ele, imaginar que uma nova tecnologia vai substituir completamente e de imediato formas mais antigas.
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A televisão não acabou com o rádio, e nem o YouTube acabou com a TV. O livro em papel, portanto, deverá conviver muito tempo com leitores eletrônicos como o Kindle e o iPad.Os formatos eletrônicos, porém, configuram um desafio para os bibliotecários, que terão de desenvolver novos métodos e protocolos para conservar o conhecimento em forma digital. "Os arquivos digitais são compostos de números binários, que se corrompem e degradam. E a tecnologia avança rapidamente. Muitos formatos de arquivo se tornam obsoletos e difíceis de acessar em um prazo de poucos anos", alerta Darnton.
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Outro grande esforço exigido das bibliotecas – o de tornar seus acervos acessíveis on-line – esbarra em problemas não só tecnológicos, mas também legais. A Questão dos Livros faz um exame crítico do ambicioso projeto do Google para digitalizar as obras de algumas das maiores bibliotecas universitárias do mundo, inclusive a de Harvard. O Google Book Search foi contestado por associações americanas de autores e editores, que reclamavam o respeito aos direitos autorais das obras digitalizadas que ainda não se encontram em domínio público. O entrave foi contornado, em 2008, por um acordo entre o Google e essas associações – o qual, no entanto, ainda depende de aprovação judicial.
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Darnton observa que o acordo, por sua extensão, tornaria o Google Book Search imune à concorrência. O próprio Departamento de Justiça americano já contestou a iniciativa, por seu caráter monopolista.O Google Book Search é o tópico mais "momentoso" de A Questão dos Livros. Mas a coletânea não se esgota aí: é rica em digressões saborosas sobre as diferentes edições de Shakespeare ou as leituras de Thomas Jefferson. Darnton é, sobretudo, um historiador, um homem que oferece perspectivas amplas para seus temas. E seu assunto central exige isso mesmo: não há objeto mais amplo do que o livro.
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Disponível em: http://veja.abril.com.br/050510/republica-digital-letras-p-182.shtml

Conheça melhor as funções do Docs.com

Aplicativos simples de usar e interface familiar são as vantagens da Microsoft nessa batalha por um lugar nas nuvens. A suíte de escritório on-line, baseada na versão 2010 do Office, fará qualquer usuário do pacote se sentir em casa ao manusear as ferramentas.
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Apesar de não ter todas as funcionalidades da versão off-line, o Docs (docs.com ou facebook.com/docs) dispõe dos principais recursos. Por enquanto, o site não está liberado para quem quiser utilizá-lo. Ele está disponível apenas para internautas convidados. Você pode deixar seu nome na lista de espera no site docs.com.
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É preciso ter uma conta no Facebook para participar.A iniciativa em conjunto das duas gigantes -de um lado, a Microsoft com seu Office e 500 milhões de usuários; do outro, o Facebook, maior rede social do planeta, com mais de 400 milhões de participantes- é um conjunto de ferramentas para criar documentos na nuvem e compartilhá-los com amigos do Facebook.
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A integração com a rede social é total: os documentos criados aparecem para os contatos da rede da mesma forma que as atualizações e poderão ser vistos no perfil do usuário, assim como fotos ou recados. O criador pode chamar quem quiser, com ajuda do Facebook, para ajudar a editá-lo.
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A interface do programa é bem simples. Em poucas abas você tem as opções de ver os arquivos de amigos ou subir seus próprios documentos para o serviço.Um link direto permite ao usuário ir do Docs para o Facebook sem senhas ou páginas adicionais. Os tipos de arquivo são os básicos do pacote Office: apresentações do PowerPoint, planilhas do Excel e textos do Word.Os mesmos mecanismos de privacidade utilizados para as fotos da rede social podem ser aplicados também aos documentos.
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O usuário controla quem edita e até mesmo quem visualiza os arquivos postados. Também é possível incluir ou retirar a aba Docs do seu perfil no Facebook.Uma observação importante: o sistema ainda não permite a edição em tempo real por duas ou mais pessoas, como o concorrente Google Docs faz. Sobre a conexão com outras redes sociais, a Microsoft informa que o foco é o Facebook, e que a integração com outras mídias não está prevista.
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